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Unesp não terá vestibular em julho

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JCNET

Em crise e com 13º atrasado, universidade suspende vestibular do meio do ano após 18 edições e pede socorro para o governador João Doria

Com o agravamento da crise financeira, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidiu suspender o vestibular de meio de ano, após 18 edições. Segundo a reitoria, houve prejuízo de R$ 1 milhão nos últimos cinco anos com a prova e a baixa oferta de vagas não justifica a oferta de um processo seletivo extra. A medida foi anunciada nessa terça-feira (12).

A instituição, porém, afirma oficialmente que a “principal motivação é acadêmica” e que a “economia de recursos é só uma decorrência” da situação da universidade

A Unesp diz ainda ter negociado a antecipação de R$ 130 milhões de repasses do governo estadual para honrar seus compromissos.

Procurada, a gestão do governador João Doria (PSDB) não informou se vai adiantar o envio dos recursos até o fechamento desta edição.

DÉFICIT

A Unesp apresenta a pior situação financeira entre as universidades paulistas, com déficit orçamentário que ultrapassa R$ 245 milhões e o atraso de quase dois meses do pagamento do 13º salário dos servidores.

No ano passado, a reitoria apresentou um plano de reestruturação acadêmica e administrativa para reduzir custos.

Além de extinguir o vestibular de meio de ano, também estuda fechar cursos de graduação com baixa procura.

A decisão de acabar com a segunda edição do vestibular foi tomada na terça-feira (12) pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária (Cepe).

A prova realizada normalmente no mês de julho selecionava ingressantes para nove cursos de engenharia – nas últimas três edições foram ofertadas 360 vagas em cada ano, “(Número) muito desproporcional ao vestibular de verão (realizado no final do ano) que oferece cerca de 7,3 mil vagas”, diz nota do conselho.

FALTA DE INTERESSE

Nos últimos três anos, segundo a reitoria, o número de candidatos para o vestibular de meio de ano da Unesp teve uma queda de 24%. Foram 13.763 inscritos em 2016 e 10.448, no ano passado.

A queda de participantes aumentou o custo da prova por candidato, já que a Unesp tinha que manter os “mesmos esforços de logística, operação e segurança” da prova de fim de ano, o que teria gerado um prejuízo estimado em R$ 1 milhão para a instituição nos últimos cinco anos.

Segundo a reitoria, enquanto o custo por candidato no vestibular de fim de ano é de cerca de R$ 1,1 mil, no de meio de ano é de, em média, R$ 4 mil.

De acordo com o conselho, essas 360 vagas serão ofertadas no processo seletivo, agora unificado, do fim de ano, sem prejuízo para os candidatos.

Apesar do anúncio da medida, a Unesp diz que ainda não definiu se os aprovados vão começar a frequentar as aulas em fevereiro, como os demais, ou somente em agosto. “Essa definição ocorrerá no momento de definir as regras do próximo vestibular, diz a nota da reitoria.

MUDANÇAS

A universidade diz que a mudança não foi motivada apenas pela economia de recurso, que seria apenas uma “decorrência” da extinção do vestibular.

“Tal medida faz parte de um movimento maior de rediscussão do nosso vestibular, por meio do qual estamos concebendo novas formas alternativas de ingresso”, diz a reitoria.

“Esse movimento de reorganização era necessário, já vinha ocorrendo e ainda será aprofundado”, diz a nota, sem detalhar as novas medidas.

A Unesp era a única universidade paulista a ter dois vestibulares. A edição de meio de ano foi criada no ano de 2001, para preencher vagas de novos cursos no câmpus da cidade de Ilha Solteira.

Dois anos depois, o exame acolheu cursos de novas unidades da instituição – dos câmpus de Bauru, Registro, São João da Boa Vista e Sorocaba.

Atraso em salários de servidores​

É o segundo ano consecutivo que a Unesp atrasa o pagamento do 13º salário dos servidores. Em 2017, ele só foi pago em janeiro. Neste ano, a Reitoria diz que conseguiu negociar com as secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Fazenda e Planejamento a antecipação de R$ 130 milhões do repasse financeiro, relativo às dotações orçamentárias de 2019, para pagar os servidores. O Termo de Compromisso da antecipação, no entanto, ainda não foi assinado. Procurada, a Secretaria Estadual da Fazenda não respondeu até as 18h15.

A reitoria informou que vai pagar a primeira parcela de 50% ainda em fevereiro e a segunda, em maio. Como contrapartida ao adiantamento, a universidade colocará em prática as medidas propostas de reforma acadêmica e administrativa.

João da Costa Júnior, presidente da Associação de Docentes da Unesp (Adunesp), diz ver com apreensão a negociação feita pela universidade, já que as ações propostas nas reformas não foram discutidas com a comunidade acadêmica. “Acabaram com o vestibular de meio de ano, vão fechar cursos, sacrificar ainda mais a situação acadêmica. Ações que trazem uma economia pífia que não resolvem o problema financeiro da universidade, só agravam o desprestígio da instituição”, diz.

Para ele, a universidade deveria discutir uma nova forma de financiamento, com aumento de recursos e o compromisso de que o governo estadual arque com a insuficiência da previdência. Atualmente, um terço da folha de pagamentos da Unesp é destinado ao pagamento dos aposentados – são 2,1 mil professores e 4,7 mil inativos.

As duas categorias consomem R$ 900 milhões ao ano, mas apenas R$ 220 milhões vêm de contribuições de funcionários que ainda estão na ativa – o restante é arcado pela instituição. “Pela lei, quem deveria pagar essa diferença é o governo estadual. O Estado não cumpre, os reitores não pressionam e acabam estrangulando a universidade” diz Costa Júnior.

USP e Unicamp também têm enfrentado problemas orçamentários, uma vez que as três instituições têm como principal fonte de receita a cota fixa de 9,57% da arrecadação estadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A folha de pagamento dos servidores das duas também consome mais de 90% do recurso estadual.

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Botucatu

Sebrae-SP leva capacitações de inclusão produtiva a Botucatu 

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Proposta é promover autonomia e fortalecer a autoestima dos participantes
O Sebrae-SP de Botucatu está realizando uma série de palestras e capacitações voltadas aos assistidos e às equipes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPs AD) do município. A iniciativa integra o Programa de Inclusão Produtiva e tem como objetivo ampliar oportunidades de geração de renda, desenvolvimento pessoal e inserção no mercado de trabalho.
Na última terça-feira (10/2), os participantes acompanharam uma palestra sobre Comunicação, expressão e assertividade, conduzida pelo facilitador Denis Cristiano Amaral. A atividade trouxe reflexões sobre a importância da comunicação e que ser assertivo não significa apenas expressar opiniões, mas também ouvir e entender os outros.
De acordo com a analista de negócios do Sebrae-SP e responsável pelo Programa de Inclusão Produtiva, Geovana Annelli, a proposta é promover autonomia e fortalecer a autoestima dos participantes. “O Sebrae acredita que o empreendedorismo pode ser um caminho de transformação. Quando falamos de inclusão produtiva, estamos falando de dar ferramentas reais para que essas pessoas possam reconstruir suas trajetórias com dignidade e perspectiva de futuro”, destaca.
O paciente J. M. C. O. de 21 anos, relatou que a atividade foi marcante. “Foi bastante reflexivo. O palestrante fez perguntas sobre nossa história e nossa vida. Isso abriu a visão e trouxe ideias de novas oportunidades”, contou.
E. L. R. A., de 33 anos, que já atuou como eletricista e hoje trabalha com câmeras e alarmes, também destacou o impacto da capacitação. “Aprendi bastante sobre focar nos nossos conhecimentos e construir projetos. Mexo com artesanato e isso me deu ideias muito boas. Estou animado”, afirmou.
H.M.N. reforçou a importância do encontro. “Trouxe novos conhecimentos, ajudou a traçar metas e deu incentivos para seguir em frente.”
Para o facilitador Denis Cristiano Amaral, o empreendedorismo é uma porta para renda e propósito. “A comunicação é uma habilidade muito exigida no mercado. Quem se comunica melhor amplia suas oportunidades, tanto nos relacionamentos quanto nos negócios”, explicou.
A enfermeira do CAPs AD, Renata Branco Gusmão, ressaltou a relevância da parceria. “Trabalhamos a reabilitação social para que os pacientes ocupem seus espaços na sociedade. Eles enfrentam muitas dificuldades na capacitação. Com o apoio do Sebrae, começamos a construir caminhos para inseri-los na vida laboral e tem a oportunidade de empreender. Já percebemos mudança no interesse e na participação.”
A iniciativa segue com novas oficinas e temas voltados ao desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, com foco em médio e longo prazo na geração de renda por meio do empreendedorismo ou inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho.
O Escritório Regional do Sebrae-SP em Botucatu atende 18 municípios (Quadra, Pratânia, Itatinga, Porangaba, Avaré, Paranapanema, Pereiras, Anhembi, Torre de Pedra, Areiópolis, Botucatu, Conchas, Laranjal Paulista, Jumirim, Pardinho, Arandú, São Manuel e Bofete.
Mais informações: Rua Doutor Costa Leite, 1570. Telefone: (14) 3811-1710 ramal 2.

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Brasil

Alesp aprova lei que obriga escolas a terem “manual de etiqueta” para uso da Internet

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De autoria do deputado Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), “Cidadania Digital” incentiva o comportamento apropriado, responsável e saudável face à Tecnologia, com direito à alfabetização digital e aulas de conscientização quanto ao uso das redes sociais; texto segue para sanção do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos)
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, em Plenário, o Projeto de Lei (PL) 1.193/2019, que cria o programa “Cidadania Digital” em escolas públicas e privadas de educação básica. De autoria do deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), a mais nova legislação funciona como uma espécie de “manual de etiqueta” para o uso apropriado, responsável e saudável da Tecnologia.
O texto, que tramitava na Casa há seis anos, foi votado em Plenário, na quarta-feira (17/12). Agora, segue para a sanção de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). A expectativa de Rafa é que o governador dê o sinal verde para a implantação do “Cidadania Digital” em até 15 dias úteis.
Além de um ambiente que assegure a utilização adequada da Internet, a lei prevê que as escolas providenciem alfabetização digital e ministrem aulas sobre ética, segurança e conscientização quanto ao uso excessivo das redes sociais.
O PL 1.193/2019 ainda preconiza que pais e toda a comunidade escolar compartilhem os ensinamentos sobre o assunto em casa, na qualidade de agentes multiplicadores de boas práticas digitais:
“A ideia é promover o aprendizado sobre o tema na escola e em casa. É um ‘manual de etiqueta’, uma espécie de regramento, de ‘manual de instrução’ do que pode e do que não pode na Internet. E isso não será aplicado apenas em escolas estaduais, mas, também, nas instituições de ensino particulares de São Paulo. O propósito desta lei é diminuir ocorrências como discriminação, constrangimento, assédio, masculinidade tóxica e a exposição (ridicularização, sexualização etc) de meninos e de meninas na rede mundial de computadores”, lista Rafa.
Segundo o deputado do Cidadania, um estudo da SaferNet Brasil o motivou a elaborar a proposta. O levantamento alerta para a inexistência, na rede estadual de ensino, de aulas que versem sobre o uso seguro e consciente da Tecnologia, o que seria imprescindível:
“Estamos falando de algo indiscutível, uma vez que o acesso às telas aumentou consideravelmente na pandemia da Covid-19, por força dos confinamentos inerentes às restrições sanitárias impostas, à época. O mundo mudou de lá para cá – houve maior democratização da Internet e a lei precisa acompanhar isso”, reforça o parlamentar.
Prestes a ser sancionado, o PL de Rafa ressoa, inclusive, com os temas abordados na série “Adolescência”, lançando neste ano, pela Netflix. O enredo tem como pano de fundo a influência da rede social na formação do caráter de crianças e de jovens. O personagem central é um garoto,  de 13 anos, acusado de assassinar uma colega da escola, sendo o crime incentivado e premeditado em plataformas digitais.
Para Rafa, tão necessário quanto estudantes navegarem pela Internet com responsabilidade e segurança, é saberem identificar conteúdos inadequados no ambiente digital, para se protegerem e denunciarem às autoridades competentes:
“Ao meu juízo, este tipo de orientação deve ser ensinado na escola. A finalidade é evitar o sofrimento de inúmeros pais e de mães que têm filhos como vítimas de cyberbullying e de outros tipos de assédios e de crimes virtuais”, argumenta.

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Brasil

Respiração consciente: 4 técnicas para “hackear” o sistema nervoso, reduzir o estresse e ampliar a força física

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Especialista do CEUB explica, com base na neurociência, como a respiração ajuda a controlar a ansiedade e a otimizar o desempenho físico no dia a dia

E se a chave para combater o esgotamento mental e melhorar o rendimento físico estivesse, literalmente, logo abaixo do nariz? Muitas vezes subestimada, a respiração é uma das ferramentas fisiológicas mais poderosas para regular o corpo e a mente. Segundo Leandra Batista, doutora em Neurofisiologia e professora dos cursos de Educação Física e Biomedicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), o controle consciente do fôlego funciona como recurso natural, capaz de reduzir o cortisol, melhorar o foco e até prevenir lesões.
A ciência já comprovou que a forma como respiramos influencia diretamente o sistema nervoso autônomo. “Expirações mais longas ativam o sistema parassimpático, responsável pelo relaxamento. Práticas simples, de apenas cinco minutos, já são suficientes para reduzir significativamente os níveis de cortisol e a ansiedade”, explica a especialista.
Os benefícios vão além do bem-estar emocional. A respiração adequada também é fundamental para quem pratica atividades físicas. “O uso correto do diafragma contribui para a estabilização da coluna e melhora a transferência de força”, destaca Leandra. Segundo ela, uma respiração eficiente reduz o custo ventilatório e retarda a fadiga, favorecendo o desempenho em diferentes situações, desde subir escadas até correr uma maratona.
Para ajudar a incorporar esse hábito à rotina, a docente do CEUB apresenta quatro técnicas simples, indicadas para diferentes momentos do dia: 
  • Para foco e calma (técnica 4×6): inspire por 4 segundos e expire lentamente por 6 segundos. “Esse padrão reduz a frequência cardíaca e traz clareza mental em menos de três minutos”, explica.
  • Para força e proteção da coluna: durante exercícios de força ou ao levantar objetos pesados, inspire na preparação e expire no momento do esforço. “Isso ativa os músculos do core e traz mais estabilidade ao tronco”.
  • Para resistência em caminhadas e corridas: sincronize a respiração com os passos. “Por exemplo, inspire por 2 passos e expire por 3, mantendo a constância para evitar a fadiga precoce e otimizar o uso do oxigênio”.
  • Para recuperação rápida: após um momento de estresse intenso ou esforço físico, inspire por 4 segundos e expire por 8. “A expiração prolongada envia ao cérebro o sinal de que o corpo pode retornar ao estado de equilíbrio”.
A prática regular tende a potencializar os benefícios ao longo do tempo, mas a especialista do CEUB reforça a importância da progressão gradual. “A respiração é uma grande aliada da qualidade de vida, mas técnicas mais intensas devem ser orientadas por profissionais qualificados para evitar tontura ou mal-estar. Na dúvida, o ideal é sempre buscar orientação especializada”, finaliza Leandra Batista.

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