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Jovem é libertada após ser mantida em cativeiro pelo pai por ao menos dois anos

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Testemunha que fez denúncia relatou que homem batia na filha e apagava cigarros no corpo da jovem, que chegou a ficar algemada. Casa tinha grades nas janelas e não tinha energia elétrica.

Jovem, de Mogi das Cruzes, tem 21 anos e diz que não frequenta a escola desde os 12 anos (Foto: Maiara Barbosa/G1)

Jovem, de Mogi das Cruzes, tem 21 anos e diz que não frequenta a escola desde os 12 anos (Foto: Maiara Barbosa/G1)

Uma jovem, de 21 anos, de Mogi das Cruzes, foi libertada depois de ter sido mantida em cárcere privado pelo próprio pai por ao menos dois anos. O caso foi denunciado à Polícia Militar na quinta-feira (11). A moça afirmou que estava trancada no interior da casa sem ter contato com ninguém. Ela disse que passou fome e foi maltratada e que até cigarros eram apagados na sua pele. A jovem contou ainda que está com o pai desde que a mãe faleceu em 2006 e que desde os 12 anos não frequenta a escola.

O pai, um segurança de 46 anos, foi preso por sequestro e cárcere privado. Segundo a polícia, ele confessou que mantinha a filha trancada no interior da residência para evitar que ela mantivesse relação sexual com homens desconhecidos e disse que precisava trabalhar. Como não apresentou advogado, o caso será encaminhado à Defensoria Pública.

Os policiais foram até o endereço e encontraram a vítima trancada no interior da casa sem iluminação e em condições impróprias na tarde de quinta-feira. Segundo a polícia, todas as portas estavam trancadas. A polícia localizou o pai da garota na Rua Thuller, no Jardim Universo, em Mogi das Cruzes. Ele foi levado até a casa. Os policiais abriram a porta e libertaram a vítima. Testemunhas, vítima e o pai foram encaminhados ao 2º Distrito Policial.

Sem família

A vítima estava na delegacia durante a manhã desta sexta-feira (12), porque não tinha para onde ir. Na delegacia, a jovem parecia não compreender o que estava acontecendo. Enquanto aguardava a resposta de disponibilidade de um abrigo para recebê-la, ela estava na sala do delegado plantonista quieta, segurando as mãos e com olhar distante. A maioria das perguntas feitas pela reportagem foi respondida apenas com um “sim”, “não” ou com um gesto com a cabeça, depois de um longo silêncio pensativo.

Ainda em choque e, um pouco confusa, ela disse que seus pais eram separados e que, após o falecimento da sua mãe, uma tia teria lhe entregado ao pai.

Denunciante afirmou à polícia que orelhas de jovem ficou deformada por causa de facada (Foto: Maiara Barbosa/G1)

Denunciante afirmou à polícia que orelhas de jovem ficou deformada por causa de facada (Foto: Maiara Barbosa/G1)

Agressões

Segundo a jovem, as marcas em seu rosto são por causa das agressões que sofria. O pai costumava apagar bitucas de cigarro em seu rosto. Além das manchas escuras na pele, sua orelha esquerda também estava deformada por causa de uma facada.

A vítima ainda disse que um dia tentou fugir pela porta, mas ela estava trancada. Logo depois que seu pai descobriu, ela relatou ter sido agredida. Apesar de tantas agressões, entre tapas, queimaduras e orelha deformada, para a jovem, a pior agressão foi outra. “Ficar sem comida”, conta.

Denúncias

Uma das testemunhas, uma mulher de 25 anos, explicou que a mãe dela era companheira do segurança e, por cinco meses, morou na mesma casa que ele. A mulher disse que viu diversas vezes a vítima ser algemada e mal tratada e que o pai a mantinha trancada por meses.

A testemunha completou que o segurança agredia a filha com socos, apagava cigarro em seu corpo, e inclusive, deu uma facada na região do pescoço, deformando totalmente a orelha da vítima. Ela disse ainda que, em outras oportunidades houve denúncias, mas ele não deixava ninguém entrar na casa.

A testemunha contou que o indiciado sempre foi muito agressivo e ameaçava as pessoas caso a polícia chegasse ao local. A jovem também relatou que ele deixava a vítima sem estudos e alimentos básicos para sua sobrevivência.

Vítima contou que pai apagava cigarros em seu rosto, em Mogi das Cruzes (Foto: Maiara Barbosa/G1)

Vítima contou que pai apagava cigarros em seu rosto, em Mogi das Cruzes (Foto: Maiara Barbosa/G1)

A outra testemunha, um operador de empilhadeira de 52 anos, contou que é o dono do imóvel alugado pelo segurança há cerca de quatro anos. Ele relatou que o homem usava o imóvel como cativeiro, deixando a filha trancada no interior da casa, ocorrendo maus-tratos com ela.

O operador detalhou que a jovem ficava trancada sem televisão, estudos e alimentos que a casa é bem fechada com grades nas janelas e quartos e não possui energia. Ele destacou que a vítima vivia em condições desumanas, passando fome.

O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado. O segurança foi preso e encaminhado para a cadeia de Mogi das Cruzes. Como não tem advogado, a Polícia Civil encaminhou pedido para que a Defensoria Pública faça a defesa do suspeito.

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, tomará todas as medidas de proteção à vítima.

Das poucas vezes que falou um a frase um pouco mais longa, a jovem acabou mostrando seus dentes com caries com manchas pretas logo na frente, talvez pela falta de cuidados nos últimos anos. Ainda assim, ela se disse feliz por estar livre e já tem planos para o futuro: “quero voltar a estudar e ser cantora”, finaliza.

G1

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Botucatu

Sabesp abre inscrições para Programa de Trainee com salário de R$ 9 mil

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São 20 vagas para candidatos de todo o Brasil, para atuação no estado de São Paulo; inscrições vão até 26/10.

A Sabesp lançou, no dia 25/9, a 2ª edição de seu Programa de Trainee, com início previsto para janeiro de 2027. São 20 vagas destinadas a profissionais de todas as áreas de formação, com graduação concluída entre 2022 e 2026, em cursos de bacharelado ou tecnólogo. O salário é de R$ 9.000,00 As inscrições podem ser feitas até 26/10 pelo endereço Link.

O programa é aberto a candidatos de todo o Brasil. A iniciativa busca atrair jovens talentos interessados em desenvolver a carreira e participar da transformação do setor de saneamento e da universalização dos serviços de água e esgoto no Estado de São Paulo. O foco é atrair jovens que desejam construir uma carreira com impacto social, cuidado e zelo ao próximo.

“O Programa de Trainee da Sabesp 2027 se destina a jovens conectados com o impacto social positivo que o saneamento leva para o dia a dia das pessoas, unindo propósito e visão de futuro”, afirma Josué Bressane, diretor-executivo de Gente & Gestão da Companhia. “Os trainees farão uma verdadeira e completa imersão dentro da área de Engenharia e de Operação da Sabesp, a fim de conhecer os principais desafios e complexidades para possibilitar que água tratada chegue a todos os lares dos municípios atendidos pela Sabesp, assim como a coleta e tratamento de esgoto. Acredito que este mergulho é fundamental para entender a empresa“, completa ele.

Durante o programa, os trainees terão contato com líderes, participarão do programa de mentoria com a alta liderança e passarão por rotação em diferentes áreas da empresa. Assim, ampliarão o conhecimento sobre o negócio e terão uma visão integrada do ciclo do saneamento.

As vagas são para as seguintes áreas da Sabesp: Auditoria; Estratégia, Transformação e Novos Negócios; Regulação e Energia; Relações Institucionais e Sustentabilidade; Experiência do Cliente; Jurídico; Gente e Gestão; Comercial e Tecnologia; Finanças; Compras; Engenharia e Operações, Segurança Operacional, Serviços Ambientais; Compliance.

Os trainees terão acesso à UniSabesp, universidade corporativa que oferece conteúdos técnicos e comportamentais, ao projeto Sabesp Talks, roda de conversa com a alta liderança sobre negócios e carreira, e ao projeto Vivências, que promove visitas a iniciativas e projetos sociais.

Entre os diferenciais, também estão trilha de desenvolvimento em habilidades socioemocionais e gestão de projetos, com conteúdos práticos e aplicáveis, e mentoria com estagiários para compartilhamento de conhecimentos e integração entre diferentes gerações de talentos.
Requisitos

  • Graduação concluída entre 2022 e 2026;
  • Cursos de bacharelado e tecnólogo de todas as áreas são bem-vindos;
  • Disponibilidade para atuar na cidade de São Paulo em regime 100% presencial;
  • Inglês será considerado um diferencial;
  • Candidatos de todo o Brasil podem se inscrever.

Benefícios

  • Remuneração de R$ 9.000,00
  • PPR (Programa de Participação nos Resultados) anual;
  • Vale-refeição e vale-alimentação;
  • Vale-alimentação extra no final do ano;
  • Vale-transporte;
  • Assistência médica;
  • Previdência privada;
  • Auxílio-creche;
  • TotalPass;
  • Day off de aniversário.

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Botucatu

Botucatu e mais sete cidades se unem para fortalecer turismo, agronegócio e inovação

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Botucatu e mais sete cidades se unem para fortalecer turismo, agronegócio e inovação

Programa do Sebrae-SP reúne oito municípios para identificar vocações econômicas da região e construir projetos conjuntos de desenvolvimento até 2027

Botucatu e outros sete municípios da região iniciaram um movimento conjunto para identificar oportunidades econômicas e desenvolver projetos nas áreas de turismo, agronegócio, inovação e empreendedorismo.

Representantes de empresas, universidades, prefeituras, agronegócio, terceiro setor e sociedade civil participaram, no dia 23 de setembro, da primeira etapa do Território Empreendedor, programa do Sebrae-SP voltado ao desenvolvimento econômico regional.

Além de Botucatu, participam São Manuel, Pratânia, Pardinho, Itatinga, Bofete, Anhembi e Avaré.

A proposta é fazer com que municípios que compartilham características, desafios e potencialidades econômicas passem a discutir estratégias de desenvolvimento de maneira integrada.

Turismo, agronegócio e inovação estão entre as vocações da região

Uma das primeiras tarefas será identificar e organizar as principais vocações econômicas existentes no território.

Entre as áreas inicialmente apontadas estão turismo, agronegócio e o ecossistema de inovação, além de outras atividades que deverão ser discutidas pelos participantes ao longo do programa.

A intenção é transformar esse diagnóstico em uma agenda de ações capaz de estimular a competitividade das empresas, especialmente dos pequenos negócios, e contribuir para o desenvolvimento econômico e social dos municípios envolvidos.

Grupo reunirá empresas, universidades e poder público

A primeira reunião, realizada no Escritório Regional do Sebrae-SP em Botucatu, marcou a formação de um chamado comitê orquestrador.

O grupo terá a função de articular as diferentes instituições participantes, mobilizar recursos e ampliar o envolvimento de lideranças dos oito municípios.

Participam da iniciativa representantes da indústria, comércio, universidades, prefeituras, agronegócio, terceiro setor e sociedade civil.

O programa começa em 2026 e terá continuidade em 2027.

Próxima etapa terá grupos de trabalho

Depois da formação do comitê, deverão ser constituídos grupos de trabalho com lideranças locais.

Esses grupos terão a missão de aprofundar o diagnóstico de diferentes áreas econômicas e elaborar projetos para o desenvolvimento do território.

Segundo o gerente regional do Sebrae-SP, Eduardo Nascimento, a proposta é justamente evitar que o projeto fique concentrado em uma única instituição.

“O Território Empreendedor é construído por uma rede de atores que conhecem a realidade da região e que podem contribuir com diferentes perspectivas”, afirma.

Para Nascimento, reunir experiências de diferentes setores permitirá construir uma agenda mais adequada às necessidades dos municípios.

“Cada participante traz sua experiência e seus conhecimentos para lidar com os desafios e as oportunidades do território. Acredito que essa diversidade permite construir, de forma conjunta, uma agenda de ações condizentes para os municípios e assim contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região”, completa.

Quais cidades participam do Território Empreendedor?

Nesta etapa, o programa reúne oito municípios:

  • Botucatu
  • São Manuel
  • Pratânia
  • Pardinho
  • Itatinga
  • Bofete
  • Anhembi
  • Avaré

As ações e projetos construídos pelos grupos de trabalho deverão avançar ao longo de 2027.

 

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Brasil

Alesp aprova lei que obriga escolas a terem “manual de etiqueta” para uso da Internet

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De autoria do deputado Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), “Cidadania Digital” incentiva o comportamento apropriado, responsável e saudável face à Tecnologia, com direito à alfabetização digital e aulas de conscientização quanto ao uso das redes sociais; texto segue para sanção do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos)
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, em Plenário, o Projeto de Lei (PL) 1.193/2019, que cria o programa “Cidadania Digital” em escolas públicas e privadas de educação básica. De autoria do deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), a mais nova legislação funciona como uma espécie de “manual de etiqueta” para o uso apropriado, responsável e saudável da Tecnologia.
O texto, que tramitava na Casa há seis anos, foi votado em Plenário, na quarta-feira (17/12). Agora, segue para a sanção de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). A expectativa de Rafa é que o governador dê o sinal verde para a implantação do “Cidadania Digital” em até 15 dias úteis.
Além de um ambiente que assegure a utilização adequada da Internet, a lei prevê que as escolas providenciem alfabetização digital e ministrem aulas sobre ética, segurança e conscientização quanto ao uso excessivo das redes sociais.
O PL 1.193/2019 ainda preconiza que pais e toda a comunidade escolar compartilhem os ensinamentos sobre o assunto em casa, na qualidade de agentes multiplicadores de boas práticas digitais:
“A ideia é promover o aprendizado sobre o tema na escola e em casa. É um ‘manual de etiqueta’, uma espécie de regramento, de ‘manual de instrução’ do que pode e do que não pode na Internet. E isso não será aplicado apenas em escolas estaduais, mas, também, nas instituições de ensino particulares de São Paulo. O propósito desta lei é diminuir ocorrências como discriminação, constrangimento, assédio, masculinidade tóxica e a exposição (ridicularização, sexualização etc) de meninos e de meninas na rede mundial de computadores”, lista Rafa.
Segundo o deputado do Cidadania, um estudo da SaferNet Brasil o motivou a elaborar a proposta. O levantamento alerta para a inexistência, na rede estadual de ensino, de aulas que versem sobre o uso seguro e consciente da Tecnologia, o que seria imprescindível:
“Estamos falando de algo indiscutível, uma vez que o acesso às telas aumentou consideravelmente na pandemia da Covid-19, por força dos confinamentos inerentes às restrições sanitárias impostas, à época. O mundo mudou de lá para cá – houve maior democratização da Internet e a lei precisa acompanhar isso”, reforça o parlamentar.
Prestes a ser sancionado, o PL de Rafa ressoa, inclusive, com os temas abordados na série “Adolescência”, lançando neste ano, pela Netflix. O enredo tem como pano de fundo a influência da rede social na formação do caráter de crianças e de jovens. O personagem central é um garoto,  de 13 anos, acusado de assassinar uma colega da escola, sendo o crime incentivado e premeditado em plataformas digitais.
Para Rafa, tão necessário quanto estudantes navegarem pela Internet com responsabilidade e segurança, é saberem identificar conteúdos inadequados no ambiente digital, para se protegerem e denunciarem às autoridades competentes:
“Ao meu juízo, este tipo de orientação deve ser ensinado na escola. A finalidade é evitar o sofrimento de inúmeros pais e de mães que têm filhos como vítimas de cyberbullying e de outros tipos de assédios e de crimes virtuais”, argumenta.

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