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YouTube remove vídeo após homem que tentou operar nariz em casa ser internado em SP

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Homem foi admitido na última quinta-feira (21) em pronto-socorro na Zona Sul com ferimentos. Cirurgias caseiras, além de ineficazes, podem piorar o aspecto do nariz e acarretar complicações graves, segundo médicos. YouTube também restringiu o acesso para outros vídeos com métodos para afinar nariz.

O YouTube removeu um dos vídeos citados na reportagem do g1 desta quinta-feira (28) que mostrou os riscos de procedimentos divulgados como “rinoplastias caseiras” que se proliferaram nas redes sociais.

A reportagem mostrou que um paciente foi admitido na noite do último dia 21 em um pronto-socorro na região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, com um ferimento no nariz após tentar realizar uma cirurgia caseira. Ele teria se inspirado em vídeos encontrados na internet.

Médicos ouvidos pelo g1 destacaram que técnicas caseiras para afinar o nariz, além de ineficazes, podem piorar a aparência e acarretar complicações graves, como necroses, infecções, obstrução nasal e choque anafilático, condições que podem até mesmo levar à morte.

Por email, a assessoria de comunicação do YouTube informou que um dos vídeos citados na reportagem foi retirado do ar. Outros conteúdos sobre o tema, que mostram intervenções menos invasivas, como o uso de dilatadores nasais para alterar a aparência do nariz, passaram a ter restrição de idade na plataforma – ou seja, só usuários com mais de 18 anos podem acessá-los.

Vídeo no YouTube divulga métodos caseiros para afinar ou reduzir nariz; conteúdo foi removido da plataforma — Foto: Reprodução/YouTube

Vídeo no YouTube divulga métodos caseiros para afinar ou reduzir nariz; conteúdo foi removido da plataforma — Foto: Reprodução/YouTube

O paciente atendido na Zona Sul de São Paulo teria se guiado por vídeos da internet e utilizado álcool 70% para higienizar a região do nariz durante o procedimento. Ele teria relatado aos médicos que não usou luva nem limpou o sangue “para não abrir os pontos”, mas que utilizou um anestésico veterinário e finalizou o procedimento com “sutura com fio absorvível e super-bonder”.

A Prefeitura de São Paulo confirmou que um homem foi admitido na Unidade de Pronto Atendimento Campo Limpo, encaminhado ao Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, para a limpeza de um ferimento no nariz e, também, foi orientado a receber atendimento psicológico.

“A pasta esclarece que, após ser acolhido pela equipe médica de saúde mental, o paciente passou por atendimento da equipe de bucomaxilofacial (BMF), que realizou a limpeza do ferimento, curativo e orientação quanto aos cuidados necessários. A SMS reforça que o paciente recebeu alta hospitalar no mesmo dia, além de encaminhamento para retorno com a especialidade BMF. Ele foi encaminhado para também seguir atendimento na rede com serviço de psicologia”, disse a prefeitura, em nota.

Além disso, filmagens de cirurgias feitas em hospitais por médicos qualificados também têm sido usadas por usuários das redes sociais, que tentam “copiar” os procedimentos hospitalares em casa, de acordo com médicos ouvidos pela reportagem.

O YouTube Brasil informou, em nota, que todos os conteúdos “precisam seguir nossas Diretrizes de Comunidade, e não permitimos material que incentive atividades perigosas com risco de danos físicos graves ou de morte. Contamos com uma combinação de sistemas inteligentes, revisores humanos e denúncias de usuários para identificar conteúdo suspeito e remover o que esteja em desacordo com nossas políticas assim que localizado”.

Riscos de técnicas caseiras

 

Segundo o médico Rodrigo Lacerda, cirurgião plástico especialista em rinoplastia e integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), as técnicas caseiras para tentar afinar ou reduzir o nariz se popularizaram nos últimos anos.

“Muitas pessoas acham que o procedimento é tão simples quanto parece ser nos vídeos. Não preciso nem falar que é muito arriscado e pode, até, levar à morte”, explicou Lacerda.

 

De acordo com o médico, são vários os riscos envolvidos: “Tem o risco de necrose, risco de infecção por ter feito sem a assepsia e por usar material não esterilizado, e um risco de obstrução nasal muito grande. As incisões feitas em uma rinoplastia precisam ser muito precisas, em locais bem definidos para não ter esse risco”.

O cirurgião destacou ainda que o paciente também pode sofrer um choque anafilático, uma reação alérgica grave que pode levar à morte. Além disso, a tentativa de cirurgia caseira pode piorar o aspecto do nariz.

“Esses procedimentos só vão piorar a aparência, porque não têm nenhuma eficácia, só vão trazer riscos. Não da pra fazer isso sem o conhecimento da anatomia nasal, que é muito complexa”, declarou.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também alerta que a rinoplastia é um procedimento complexo e deve ser feito somente com um médico especialista e habilitado.

“Além de ser um ato exclusivamente médico, é necessária especialização e habilitação para realizar [a cirurgia]”, disse a sociedade, em comunicado divulgado em seu site.

Rinoplastia no Brasil e no mundo

 

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) divulgados em 2021, a rinoplastia é o quarto procedimento estético cirúrgico mais comum no mundo, e representou 8,4% das cirurgias plásticas realizadas em 2020.

Médicos utilizando equipamentos em cirurgia plástica em centro cirúrgico — Foto: Pelxes.com

Médicos utilizando equipamentos em cirurgia plástica em centro cirúrgico — Foto: Pelxes.com

Apesar da redução geral no número de cirurgias plásticas no último anos, as cirurgias de rinoplastia continuaram a aumentar, segundo dados divulgados pela organização em março de 2022.

O Brasil foi o país que mais realizou cirurgias no rosto em 2020. Segundo o levantamento do ISAPS, 87.879 rinoplastias foram feitas no país naquele ano. Em segundo lugar vem a Turquia, com 66.950 e, em terceiro, os Estados Unidos, com 55.436.

Publicado originalmente em G1

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Botucatu

Sabesp abre inscrições para Programa de Trainee com salário de R$ 9 mil

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São 20 vagas para candidatos de todo o Brasil, para atuação no estado de São Paulo; inscrições vão até 26/10.

A Sabesp lançou, no dia 25/9, a 2ª edição de seu Programa de Trainee, com início previsto para janeiro de 2027. São 20 vagas destinadas a profissionais de todas as áreas de formação, com graduação concluída entre 2022 e 2026, em cursos de bacharelado ou tecnólogo. O salário é de R$ 9.000,00 As inscrições podem ser feitas até 26/10 pelo endereço Link.

O programa é aberto a candidatos de todo o Brasil. A iniciativa busca atrair jovens talentos interessados em desenvolver a carreira e participar da transformação do setor de saneamento e da universalização dos serviços de água e esgoto no Estado de São Paulo. O foco é atrair jovens que desejam construir uma carreira com impacto social, cuidado e zelo ao próximo.

“O Programa de Trainee da Sabesp 2027 se destina a jovens conectados com o impacto social positivo que o saneamento leva para o dia a dia das pessoas, unindo propósito e visão de futuro”, afirma Josué Bressane, diretor-executivo de Gente & Gestão da Companhia. “Os trainees farão uma verdadeira e completa imersão dentro da área de Engenharia e de Operação da Sabesp, a fim de conhecer os principais desafios e complexidades para possibilitar que água tratada chegue a todos os lares dos municípios atendidos pela Sabesp, assim como a coleta e tratamento de esgoto. Acredito que este mergulho é fundamental para entender a empresa“, completa ele.

Durante o programa, os trainees terão contato com líderes, participarão do programa de mentoria com a alta liderança e passarão por rotação em diferentes áreas da empresa. Assim, ampliarão o conhecimento sobre o negócio e terão uma visão integrada do ciclo do saneamento.

As vagas são para as seguintes áreas da Sabesp: Auditoria; Estratégia, Transformação e Novos Negócios; Regulação e Energia; Relações Institucionais e Sustentabilidade; Experiência do Cliente; Jurídico; Gente e Gestão; Comercial e Tecnologia; Finanças; Compras; Engenharia e Operações, Segurança Operacional, Serviços Ambientais; Compliance.

Os trainees terão acesso à UniSabesp, universidade corporativa que oferece conteúdos técnicos e comportamentais, ao projeto Sabesp Talks, roda de conversa com a alta liderança sobre negócios e carreira, e ao projeto Vivências, que promove visitas a iniciativas e projetos sociais.

Entre os diferenciais, também estão trilha de desenvolvimento em habilidades socioemocionais e gestão de projetos, com conteúdos práticos e aplicáveis, e mentoria com estagiários para compartilhamento de conhecimentos e integração entre diferentes gerações de talentos.
Requisitos

  • Graduação concluída entre 2022 e 2026;
  • Cursos de bacharelado e tecnólogo de todas as áreas são bem-vindos;
  • Disponibilidade para atuar na cidade de São Paulo em regime 100% presencial;
  • Inglês será considerado um diferencial;
  • Candidatos de todo o Brasil podem se inscrever.

Benefícios

  • Remuneração de R$ 9.000,00
  • PPR (Programa de Participação nos Resultados) anual;
  • Vale-refeição e vale-alimentação;
  • Vale-alimentação extra no final do ano;
  • Vale-transporte;
  • Assistência médica;
  • Previdência privada;
  • Auxílio-creche;
  • TotalPass;
  • Day off de aniversário.

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Botucatu

Botucatu e mais sete cidades se unem para fortalecer turismo, agronegócio e inovação

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Botucatu e mais sete cidades se unem para fortalecer turismo, agronegócio e inovação

Programa do Sebrae-SP reúne oito municípios para identificar vocações econômicas da região e construir projetos conjuntos de desenvolvimento até 2027

Botucatu e outros sete municípios da região iniciaram um movimento conjunto para identificar oportunidades econômicas e desenvolver projetos nas áreas de turismo, agronegócio, inovação e empreendedorismo.

Representantes de empresas, universidades, prefeituras, agronegócio, terceiro setor e sociedade civil participaram, no dia 23 de setembro, da primeira etapa do Território Empreendedor, programa do Sebrae-SP voltado ao desenvolvimento econômico regional.

Além de Botucatu, participam São Manuel, Pratânia, Pardinho, Itatinga, Bofete, Anhembi e Avaré.

A proposta é fazer com que municípios que compartilham características, desafios e potencialidades econômicas passem a discutir estratégias de desenvolvimento de maneira integrada.

Turismo, agronegócio e inovação estão entre as vocações da região

Uma das primeiras tarefas será identificar e organizar as principais vocações econômicas existentes no território.

Entre as áreas inicialmente apontadas estão turismo, agronegócio e o ecossistema de inovação, além de outras atividades que deverão ser discutidas pelos participantes ao longo do programa.

A intenção é transformar esse diagnóstico em uma agenda de ações capaz de estimular a competitividade das empresas, especialmente dos pequenos negócios, e contribuir para o desenvolvimento econômico e social dos municípios envolvidos.

Grupo reunirá empresas, universidades e poder público

A primeira reunião, realizada no Escritório Regional do Sebrae-SP em Botucatu, marcou a formação de um chamado comitê orquestrador.

O grupo terá a função de articular as diferentes instituições participantes, mobilizar recursos e ampliar o envolvimento de lideranças dos oito municípios.

Participam da iniciativa representantes da indústria, comércio, universidades, prefeituras, agronegócio, terceiro setor e sociedade civil.

O programa começa em 2026 e terá continuidade em 2027.

Próxima etapa terá grupos de trabalho

Depois da formação do comitê, deverão ser constituídos grupos de trabalho com lideranças locais.

Esses grupos terão a missão de aprofundar o diagnóstico de diferentes áreas econômicas e elaborar projetos para o desenvolvimento do território.

Segundo o gerente regional do Sebrae-SP, Eduardo Nascimento, a proposta é justamente evitar que o projeto fique concentrado em uma única instituição.

“O Território Empreendedor é construído por uma rede de atores que conhecem a realidade da região e que podem contribuir com diferentes perspectivas”, afirma.

Para Nascimento, reunir experiências de diferentes setores permitirá construir uma agenda mais adequada às necessidades dos municípios.

“Cada participante traz sua experiência e seus conhecimentos para lidar com os desafios e as oportunidades do território. Acredito que essa diversidade permite construir, de forma conjunta, uma agenda de ações condizentes para os municípios e assim contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região”, completa.

Quais cidades participam do Território Empreendedor?

Nesta etapa, o programa reúne oito municípios:

  • Botucatu
  • São Manuel
  • Pratânia
  • Pardinho
  • Itatinga
  • Bofete
  • Anhembi
  • Avaré

As ações e projetos construídos pelos grupos de trabalho deverão avançar ao longo de 2027.

 

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Brasil

Alesp aprova lei que obriga escolas a terem “manual de etiqueta” para uso da Internet

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De autoria do deputado Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), “Cidadania Digital” incentiva o comportamento apropriado, responsável e saudável face à Tecnologia, com direito à alfabetização digital e aulas de conscientização quanto ao uso das redes sociais; texto segue para sanção do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos)
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, em Plenário, o Projeto de Lei (PL) 1.193/2019, que cria o programa “Cidadania Digital” em escolas públicas e privadas de educação básica. De autoria do deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), a mais nova legislação funciona como uma espécie de “manual de etiqueta” para o uso apropriado, responsável e saudável da Tecnologia.
O texto, que tramitava na Casa há seis anos, foi votado em Plenário, na quarta-feira (17/12). Agora, segue para a sanção de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). A expectativa de Rafa é que o governador dê o sinal verde para a implantação do “Cidadania Digital” em até 15 dias úteis.
Além de um ambiente que assegure a utilização adequada da Internet, a lei prevê que as escolas providenciem alfabetização digital e ministrem aulas sobre ética, segurança e conscientização quanto ao uso excessivo das redes sociais.
O PL 1.193/2019 ainda preconiza que pais e toda a comunidade escolar compartilhem os ensinamentos sobre o assunto em casa, na qualidade de agentes multiplicadores de boas práticas digitais:
“A ideia é promover o aprendizado sobre o tema na escola e em casa. É um ‘manual de etiqueta’, uma espécie de regramento, de ‘manual de instrução’ do que pode e do que não pode na Internet. E isso não será aplicado apenas em escolas estaduais, mas, também, nas instituições de ensino particulares de São Paulo. O propósito desta lei é diminuir ocorrências como discriminação, constrangimento, assédio, masculinidade tóxica e a exposição (ridicularização, sexualização etc) de meninos e de meninas na rede mundial de computadores”, lista Rafa.
Segundo o deputado do Cidadania, um estudo da SaferNet Brasil o motivou a elaborar a proposta. O levantamento alerta para a inexistência, na rede estadual de ensino, de aulas que versem sobre o uso seguro e consciente da Tecnologia, o que seria imprescindível:
“Estamos falando de algo indiscutível, uma vez que o acesso às telas aumentou consideravelmente na pandemia da Covid-19, por força dos confinamentos inerentes às restrições sanitárias impostas, à época. O mundo mudou de lá para cá – houve maior democratização da Internet e a lei precisa acompanhar isso”, reforça o parlamentar.
Prestes a ser sancionado, o PL de Rafa ressoa, inclusive, com os temas abordados na série “Adolescência”, lançando neste ano, pela Netflix. O enredo tem como pano de fundo a influência da rede social na formação do caráter de crianças e de jovens. O personagem central é um garoto,  de 13 anos, acusado de assassinar uma colega da escola, sendo o crime incentivado e premeditado em plataformas digitais.
Para Rafa, tão necessário quanto estudantes navegarem pela Internet com responsabilidade e segurança, é saberem identificar conteúdos inadequados no ambiente digital, para se protegerem e denunciarem às autoridades competentes:
“Ao meu juízo, este tipo de orientação deve ser ensinado na escola. A finalidade é evitar o sofrimento de inúmeros pais e de mães que têm filhos como vítimas de cyberbullying e de outros tipos de assédios e de crimes virtuais”, argumenta.

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