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Saúde

Unidades de Saúde estão com horário especial para Campanha de Vacinação contra Influenza

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Segunda, terça e quarta-feira, todos os postos de saúde funcionarão até às 19 horas. Além da vacina contra a gripe, Saúde continua ação para vacinação contra a Covid-19 com doses bivalentes.

A Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu começou nesta segunda-feira, 10 de abril, a 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (Influenza), que ocorrerá de 10 de abril a 31 de maio. Para ampliar a imunização, todas as unidades de saúde atenderão em horário diferenciado nos dias 10, 11 e 12 de abril, das 7 às 19 horas.

A partir de quinta-feira, 13, os postos de saúde atendem normalmente para a vacinação de segunda a sexta-feira, das 8 às 16h30 horas. A população também pode procurar a Sala de Vacinação Noturna, que funciona no Centro de Saúde Escola (Vila Rua Gaspar Ricardo, 181 – Vila dos Lavradores), de segunda a sexta-feira, das 18 às 21 horas.

A vacina está disponível para o seguinte público alvo:

– pessoas com 60 anos ou mais;

– crianças a partir dos 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias;

– gestantes;

– puérperas;

– povos indígenas;

– professores e profissionais da saúde;

– além de pessoas com comorbidades e portadoras de deficiência.

A novidade neste ano é que a Campanha de Vacinação contra a Gripe não será por etapas, todos os grupos prioritários já podem se imunizar. O objetivo da campanha é reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza.

A meta é que 90% do público alvo seja imunizado em 2023. No ano passado, apenas 62% receberam a dose contra a influenza.

Para se vacinar, o paciente deve procurar uma Unidade de Saúde, levando a caderneta de vacinação e um documento pessoal com foto (CPF). No entanto, não ter a caderneta de vacinação em mãos não é impeditivo para tomar as vacinas.

A vacina estará disponível em todas as unidades de saúde do município, além da Sala de Vacinação Noturna, que fica no Centro de Saúde Escola da Vila dos Lavradores.

Além da vacina contra a Influenza, todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, inclusive a Covid-19 Bivalente para os grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Informações:

Secretária Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07 – Vila dos Lavradores

Telefone: 3811-1100

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Brasil

Respiração consciente: 4 técnicas para “hackear” o sistema nervoso, reduzir o estresse e ampliar a força física

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Especialista do CEUB explica, com base na neurociência, como a respiração ajuda a controlar a ansiedade e a otimizar o desempenho físico no dia a dia

E se a chave para combater o esgotamento mental e melhorar o rendimento físico estivesse, literalmente, logo abaixo do nariz? Muitas vezes subestimada, a respiração é uma das ferramentas fisiológicas mais poderosas para regular o corpo e a mente. Segundo Leandra Batista, doutora em Neurofisiologia e professora dos cursos de Educação Física e Biomedicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), o controle consciente do fôlego funciona como recurso natural, capaz de reduzir o cortisol, melhorar o foco e até prevenir lesões.
A ciência já comprovou que a forma como respiramos influencia diretamente o sistema nervoso autônomo. “Expirações mais longas ativam o sistema parassimpático, responsável pelo relaxamento. Práticas simples, de apenas cinco minutos, já são suficientes para reduzir significativamente os níveis de cortisol e a ansiedade”, explica a especialista.
Os benefícios vão além do bem-estar emocional. A respiração adequada também é fundamental para quem pratica atividades físicas. “O uso correto do diafragma contribui para a estabilização da coluna e melhora a transferência de força”, destaca Leandra. Segundo ela, uma respiração eficiente reduz o custo ventilatório e retarda a fadiga, favorecendo o desempenho em diferentes situações, desde subir escadas até correr uma maratona.
Para ajudar a incorporar esse hábito à rotina, a docente do CEUB apresenta quatro técnicas simples, indicadas para diferentes momentos do dia: 
  • Para foco e calma (técnica 4×6): inspire por 4 segundos e expire lentamente por 6 segundos. “Esse padrão reduz a frequência cardíaca e traz clareza mental em menos de três minutos”, explica.
  • Para força e proteção da coluna: durante exercícios de força ou ao levantar objetos pesados, inspire na preparação e expire no momento do esforço. “Isso ativa os músculos do core e traz mais estabilidade ao tronco”.
  • Para resistência em caminhadas e corridas: sincronize a respiração com os passos. “Por exemplo, inspire por 2 passos e expire por 3, mantendo a constância para evitar a fadiga precoce e otimizar o uso do oxigênio”.
  • Para recuperação rápida: após um momento de estresse intenso ou esforço físico, inspire por 4 segundos e expire por 8. “A expiração prolongada envia ao cérebro o sinal de que o corpo pode retornar ao estado de equilíbrio”.
A prática regular tende a potencializar os benefícios ao longo do tempo, mas a especialista do CEUB reforça a importância da progressão gradual. “A respiração é uma grande aliada da qualidade de vida, mas técnicas mais intensas devem ser orientadas por profissionais qualificados para evitar tontura ou mal-estar. Na dúvida, o ideal é sempre buscar orientação especializada”, finaliza Leandra Batista.

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Botucatu

Endoscopia do HCFMB realiza procedimento inédito no tratamento de fístula

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Método utilizado é considerado referência mundial no tratamento minimamente invasivo; poucos centros do país dominam a técnica

Um procedimento endoscópico inédito marcou um importante avanço para o Serviço de Endoscopia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB). Pela primeira vez, o Serviço utilizou a tecnologia Over the Scope Clip (OTSC) para tratar uma fístula bulbocutânea. A técnica, ainda pouco conhecida no Brasil, foi realizada com sucesso, e possibilitou ao paciente a recuperação sem necessidade de cirurgia invasiva ou internação hospitalar.

A fístula bulbocutânea ocorre quando há uma comunicação anormal entre o intestino delgado e a pele. Até então, a única alternativa disponível para esses casos no HCFMB era a cirurgia, que exige anestesia geral e internação prolongada.

Com a nova abordagem, o tratamento passou a ser realizado de forma minimamente invasiva. O dispositivo OTSC permite aspirar as bordas da fístula e liberar um clipe que fecha o orifício de forma eficaz. “É uma técnica inovadora e eletiva, que não requer internação e oferece muito mais segurança e conforto ao paciente”, explica Cássio Vieira de Oliveira, chefe do Serviço de Endoscopia Digestiva do HCFMB.

O método, criado na Alemanha e considerado de ponta em centros internacionais, vem sendo introduzido gradualmente no Brasil. No entanto, poucos endoscopistas estão habilitados para utilizá-lo, o que torna a realização no HCFMB ainda mais relevante.

“Além de oferecer ganhos diretos ao paciente, a técnica também contribui para reduzir custos hospitalares e tempo de recuperação, trazendo qualidade de vida e novas perspectivas de tratamento”, finaliza Cassio.

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Cultura

Especialista explica como o Tetris pode desencadear comportamento compulsivo

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a reconhecer, em 2022, o vício em videogames como uma condição médica oficial. Com a edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-11), o distúrbio de games entrou para a lista como transtorno mental, caracterizado pela perda de controle sobre o impulso de jogar, a priorização dos jogos em relação a outras atividades diárias e a persistência no comportamento, mesmo diante de consequências negativas. Segundo um estudo publicado no Jornal de Psiquiatria da Austrália e Nova Zelândia, quase 2% da população mundial são afetados pela condição, também chamada de “gaming disorder”.

 

Entre os jogos potencialmente viciantes está o clássico Tetris, sucesso desde os anos 80 e até hoje presente em consoles, celulares e computadores. Embora pareça inofensivo, o jogo é um exemplo de como um ciclo simples e repetitivo pode se tornar compulsivo. “A razão pela qual jogos como Tetris são tão viciantes é que eles ativam um ciclo de recompensa perfeito no nosso cérebro. O ciclo de recompensa é a estrutura (gatilho-ação-recompensa), e a dopamina é o combustível que te faz percorrer esse ciclo repetidamente, criando a motivação e, eventualmente, o vício”, explica Dra. Angie Pique Alboreda de Magalhães, professora do curso de Psicologia da Estácio e especialista em construção de testes e Psicopatologia.

 

Segundo Angie, o prazer imediato de encaixar blocos e completar linhas alimenta a vontade de continuar jogando. “Basicamente, nosso cérebro prefere a satisfação imediata de resolver um problema simples e claro, como encaixar blocos, em vez de lidar com as tarefas complexas e de longo prazo da vida real. Esse vício é reforçado pelo ‘hiperfoco’, um estado de concentração tão profundo que o mundo ao redor desaparece. Quando a gente perde, essa imersão é quebrada de forma brusca, o que gera uma pequena frustração”, aponta.

 

O diagnóstico do distúrbio, de acordo com a OMS, não é simples e precisa ser feito por especialistas. Ainda assim, alguns sinais devem servir de alerta para familiares e educadores, como o isolamento social, a irritabilidade ao interromper o jogo, a perda de interesse por outras atividades e a queda no desempenho escolar ou profissional. O vício em jogos pode atingir qualquer idade, mas preocupa principalmente entre crianças e adolescentes, cuja formação cognitiva e emocional ainda está em desenvolvimento.

 

Embora os jogos eletrônicos possam estimular habilidades cognitivas e coordenação motora, especialistas reforçam a importância do uso moderado e consciente. A discussão entre pais, jovens e até idosos jogadores é fundamental para estabelecer limites, evitar o uso excessivo e, quando necessário, buscar ajuda profissional.

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