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Por que o sarampo está de volta? – Infectologista da Unesp esclarece dúvidas sobre o tema

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Por que o sarampo está de volta?

Infectologista da Unesp esclarece dúvidas sobre o tema

O Brasil já ostentou o status de país livre do sarampo. O certificado foi concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no ano de 2016. Mas ele está de volta e os casos têm aumentado significativamente. Por que a doença voltou? Como se dá a transmissão? O que fazer se o diagnóstico der positivo para o sarampo?

O Núcleo de Comunicação, Imprensa e Marketing do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (NCIM do HC|FMB) procurou esclarecer essas e outras dúvidas com um especialista da Unesp.

O Sarampo

De acordo com o médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) Carlos Magno C. B. Fortaleza, há algumas razões que explicam o reaparecimento e crescimento dos casos de sarampo no País. “É uma doença altamente transmissível, com uma taxa de ataque (quantidade de pessoas expostas e sem imunidade que adquirem o problema) de aproximadamente 100%”. A transmissão se dá por meio de aerossóis (partículas muito finas da saliva) que se disseminam por muitos metros ao redor da pessoa que fala ou tosse. “É diferente da gripe ou da meningite em que a gota é lançada por aproximadamente um metro e cai no chão”, lembra o docente.

Para o professor Carlos Magno os diferentes focos de sarampo no mundo se dão por “falta de vacinação” e não é viável restringir ou limitar a entrada de estrangeiros no Brasil que estejam contaminados. “O sarampo tem um período de incubação que vai de duas a três semanas (14 a 21 dias). E cerca de dois dias antes da doença se manifestar, a pessoa já está transmitindo, então é uma doença capciosa e fácil de circular pelo mundo”, explica.

A vermelhidão no corpo e o excesso de secreção caracterizam o sarampo. Porém, sintomas como febre, tosse e coriza são comuns de se manifestarem. “Ele (sarampo) pode (raramente) ter complicações pulmonares (pneumonia) e neurológicas (meningite e encefalite)”, frisa o professor. “É uma doença que inspira cuidados”.

Vacina

Três estados estão registrando casos ativos da doença. O estado de São Paulo concentra 90% deles. Para prevenir o aparecimento de novos casos, o Ministério da Saúde está recomendando a vacinação de reforço para crianças de seis meses a menores de um ano, que moram ou vão viajar para locais onde há surto de sarampo.

Em 1997, o governo brasileiro determinou que houvesse um reforço da vacina de sarampo, pois já existia a discussão se o ideal era uma ou duas doses pra não haver mais o contágio. “Com uma dose da vacina, existe entre cinco e dez por cento de falha primária (pessoa foi vacinada, mas não criou imunidade) e depois há possibilidade de falha secundária (pessoa foi vacinada, desenvolveu imunidade, mas depois de um tempo perdeu a proteção). Com duas doses da vacina também pode acontecer falha primária e secundária, mas acontece com pouca frequência”, lembra o infectologista.

De acordo com o docente, atualmente existe a recomendação para uma terceira dose, caso tenha ocorrido alguma exposição com uma pessoa infectada com sarampo. “As pessoas que estão tendo contato com a doença em São Paulo estão dizendo que é um sarampo leve, porque certamente essas pessoas já têm uma proteção (vacinas anteriores – 1ª e 2ª doses)”, esclarece.

O calendário vacinal brasileiro prevê que a primeira dose da vacina seja dada na criança com nove meses e a segunda com 15 anos de idade – entre 15 e 19 anos de idade é o tempo recomendado. “Não existe remédio pra sarampo, então o tratamento é contra os sintomas”, pontua o professor Carlos Magno.

Informações sobre vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola

Tendo em vista a situação epidemiológica da nossa região em relação ao sarampo, o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais e o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (CRIE / NHE) do HCFMB informam que as indicações para vacinação com a vacina Sarampo, Caxumba e Rubéola (SCR) se mantêm as mesmas:

– Para pessoas de um a 29 anos de idade e profissionais de saúde: recomenda-se duas doses da vacina SCR, com intervalo de quatro semanas.

– Demais adultos nascidos a partir de 1960: é necessário ter, pelo menos, uma dose. A vacina também está disponível para mulheres no puerpério.

Trata-se de uma vacina de vírus vivos atenuados, sendo contraindicada para as pessoas que tiveram reação anafilática em dose anterior, aos usuários de corticosteróides em dose imunossupressora (uso superior a 14 dias), gestantes, dentre outras situações especiais.

No dia 10 de agosto, a Secretaria de Saúde de Botucatu aplicou 1356 vacinas contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e para a atualização da carteira de vacinação. As vacinas foram aplicadas por meio de postos volantes instalados por toda a cidade. As unidades de Saúde continuam vacinando durante a semana no horário convencional de atendimento, das 8 às 17 horas.

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Botucatu

Sabesp abre inscrições para Programa de Trainee com salário de R$ 9 mil

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São 20 vagas para candidatos de todo o Brasil, para atuação no estado de São Paulo; inscrições vão até 26/10.

A Sabesp lançou, no dia 25/9, a 2ª edição de seu Programa de Trainee, com início previsto para janeiro de 2027. São 20 vagas destinadas a profissionais de todas as áreas de formação, com graduação concluída entre 2022 e 2026, em cursos de bacharelado ou tecnólogo. O salário é de R$ 9.000,00 As inscrições podem ser feitas até 26/10 pelo endereço Link.

O programa é aberto a candidatos de todo o Brasil. A iniciativa busca atrair jovens talentos interessados em desenvolver a carreira e participar da transformação do setor de saneamento e da universalização dos serviços de água e esgoto no Estado de São Paulo. O foco é atrair jovens que desejam construir uma carreira com impacto social, cuidado e zelo ao próximo.

“O Programa de Trainee da Sabesp 2027 se destina a jovens conectados com o impacto social positivo que o saneamento leva para o dia a dia das pessoas, unindo propósito e visão de futuro”, afirma Josué Bressane, diretor-executivo de Gente & Gestão da Companhia. “Os trainees farão uma verdadeira e completa imersão dentro da área de Engenharia e de Operação da Sabesp, a fim de conhecer os principais desafios e complexidades para possibilitar que água tratada chegue a todos os lares dos municípios atendidos pela Sabesp, assim como a coleta e tratamento de esgoto. Acredito que este mergulho é fundamental para entender a empresa“, completa ele.

Durante o programa, os trainees terão contato com líderes, participarão do programa de mentoria com a alta liderança e passarão por rotação em diferentes áreas da empresa. Assim, ampliarão o conhecimento sobre o negócio e terão uma visão integrada do ciclo do saneamento.

As vagas são para as seguintes áreas da Sabesp: Auditoria; Estratégia, Transformação e Novos Negócios; Regulação e Energia; Relações Institucionais e Sustentabilidade; Experiência do Cliente; Jurídico; Gente e Gestão; Comercial e Tecnologia; Finanças; Compras; Engenharia e Operações, Segurança Operacional, Serviços Ambientais; Compliance.

Os trainees terão acesso à UniSabesp, universidade corporativa que oferece conteúdos técnicos e comportamentais, ao projeto Sabesp Talks, roda de conversa com a alta liderança sobre negócios e carreira, e ao projeto Vivências, que promove visitas a iniciativas e projetos sociais.

Entre os diferenciais, também estão trilha de desenvolvimento em habilidades socioemocionais e gestão de projetos, com conteúdos práticos e aplicáveis, e mentoria com estagiários para compartilhamento de conhecimentos e integração entre diferentes gerações de talentos.
Requisitos

  • Graduação concluída entre 2022 e 2026;
  • Cursos de bacharelado e tecnólogo de todas as áreas são bem-vindos;
  • Disponibilidade para atuar na cidade de São Paulo em regime 100% presencial;
  • Inglês será considerado um diferencial;
  • Candidatos de todo o Brasil podem se inscrever.

Benefícios

  • Remuneração de R$ 9.000,00
  • PPR (Programa de Participação nos Resultados) anual;
  • Vale-refeição e vale-alimentação;
  • Vale-alimentação extra no final do ano;
  • Vale-transporte;
  • Assistência médica;
  • Previdência privada;
  • Auxílio-creche;
  • TotalPass;
  • Day off de aniversário.

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Botucatu

Botucatu e mais sete cidades se unem para fortalecer turismo, agronegócio e inovação

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Botucatu e mais sete cidades se unem para fortalecer turismo, agronegócio e inovação

Programa do Sebrae-SP reúne oito municípios para identificar vocações econômicas da região e construir projetos conjuntos de desenvolvimento até 2027

Botucatu e outros sete municípios da região iniciaram um movimento conjunto para identificar oportunidades econômicas e desenvolver projetos nas áreas de turismo, agronegócio, inovação e empreendedorismo.

Representantes de empresas, universidades, prefeituras, agronegócio, terceiro setor e sociedade civil participaram, no dia 23 de setembro, da primeira etapa do Território Empreendedor, programa do Sebrae-SP voltado ao desenvolvimento econômico regional.

Além de Botucatu, participam São Manuel, Pratânia, Pardinho, Itatinga, Bofete, Anhembi e Avaré.

A proposta é fazer com que municípios que compartilham características, desafios e potencialidades econômicas passem a discutir estratégias de desenvolvimento de maneira integrada.

Turismo, agronegócio e inovação estão entre as vocações da região

Uma das primeiras tarefas será identificar e organizar as principais vocações econômicas existentes no território.

Entre as áreas inicialmente apontadas estão turismo, agronegócio e o ecossistema de inovação, além de outras atividades que deverão ser discutidas pelos participantes ao longo do programa.

A intenção é transformar esse diagnóstico em uma agenda de ações capaz de estimular a competitividade das empresas, especialmente dos pequenos negócios, e contribuir para o desenvolvimento econômico e social dos municípios envolvidos.

Grupo reunirá empresas, universidades e poder público

A primeira reunião, realizada no Escritório Regional do Sebrae-SP em Botucatu, marcou a formação de um chamado comitê orquestrador.

O grupo terá a função de articular as diferentes instituições participantes, mobilizar recursos e ampliar o envolvimento de lideranças dos oito municípios.

Participam da iniciativa representantes da indústria, comércio, universidades, prefeituras, agronegócio, terceiro setor e sociedade civil.

O programa começa em 2026 e terá continuidade em 2027.

Próxima etapa terá grupos de trabalho

Depois da formação do comitê, deverão ser constituídos grupos de trabalho com lideranças locais.

Esses grupos terão a missão de aprofundar o diagnóstico de diferentes áreas econômicas e elaborar projetos para o desenvolvimento do território.

Segundo o gerente regional do Sebrae-SP, Eduardo Nascimento, a proposta é justamente evitar que o projeto fique concentrado em uma única instituição.

“O Território Empreendedor é construído por uma rede de atores que conhecem a realidade da região e que podem contribuir com diferentes perspectivas”, afirma.

Para Nascimento, reunir experiências de diferentes setores permitirá construir uma agenda mais adequada às necessidades dos municípios.

“Cada participante traz sua experiência e seus conhecimentos para lidar com os desafios e as oportunidades do território. Acredito que essa diversidade permite construir, de forma conjunta, uma agenda de ações condizentes para os municípios e assim contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região”, completa.

Quais cidades participam do Território Empreendedor?

Nesta etapa, o programa reúne oito municípios:

  • Botucatu
  • São Manuel
  • Pratânia
  • Pardinho
  • Itatinga
  • Bofete
  • Anhembi
  • Avaré

As ações e projetos construídos pelos grupos de trabalho deverão avançar ao longo de 2027.

 

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Brasil

Alesp aprova lei que obriga escolas a terem “manual de etiqueta” para uso da Internet

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De autoria do deputado Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), “Cidadania Digital” incentiva o comportamento apropriado, responsável e saudável face à Tecnologia, com direito à alfabetização digital e aulas de conscientização quanto ao uso das redes sociais; texto segue para sanção do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos)
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, em Plenário, o Projeto de Lei (PL) 1.193/2019, que cria o programa “Cidadania Digital” em escolas públicas e privadas de educação básica. De autoria do deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), a mais nova legislação funciona como uma espécie de “manual de etiqueta” para o uso apropriado, responsável e saudável da Tecnologia.
O texto, que tramitava na Casa há seis anos, foi votado em Plenário, na quarta-feira (17/12). Agora, segue para a sanção de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). A expectativa de Rafa é que o governador dê o sinal verde para a implantação do “Cidadania Digital” em até 15 dias úteis.
Além de um ambiente que assegure a utilização adequada da Internet, a lei prevê que as escolas providenciem alfabetização digital e ministrem aulas sobre ética, segurança e conscientização quanto ao uso excessivo das redes sociais.
O PL 1.193/2019 ainda preconiza que pais e toda a comunidade escolar compartilhem os ensinamentos sobre o assunto em casa, na qualidade de agentes multiplicadores de boas práticas digitais:
“A ideia é promover o aprendizado sobre o tema na escola e em casa. É um ‘manual de etiqueta’, uma espécie de regramento, de ‘manual de instrução’ do que pode e do que não pode na Internet. E isso não será aplicado apenas em escolas estaduais, mas, também, nas instituições de ensino particulares de São Paulo. O propósito desta lei é diminuir ocorrências como discriminação, constrangimento, assédio, masculinidade tóxica e a exposição (ridicularização, sexualização etc) de meninos e de meninas na rede mundial de computadores”, lista Rafa.
Segundo o deputado do Cidadania, um estudo da SaferNet Brasil o motivou a elaborar a proposta. O levantamento alerta para a inexistência, na rede estadual de ensino, de aulas que versem sobre o uso seguro e consciente da Tecnologia, o que seria imprescindível:
“Estamos falando de algo indiscutível, uma vez que o acesso às telas aumentou consideravelmente na pandemia da Covid-19, por força dos confinamentos inerentes às restrições sanitárias impostas, à época. O mundo mudou de lá para cá – houve maior democratização da Internet e a lei precisa acompanhar isso”, reforça o parlamentar.
Prestes a ser sancionado, o PL de Rafa ressoa, inclusive, com os temas abordados na série “Adolescência”, lançando neste ano, pela Netflix. O enredo tem como pano de fundo a influência da rede social na formação do caráter de crianças e de jovens. O personagem central é um garoto,  de 13 anos, acusado de assassinar uma colega da escola, sendo o crime incentivado e premeditado em plataformas digitais.
Para Rafa, tão necessário quanto estudantes navegarem pela Internet com responsabilidade e segurança, é saberem identificar conteúdos inadequados no ambiente digital, para se protegerem e denunciarem às autoridades competentes:
“Ao meu juízo, este tipo de orientação deve ser ensinado na escola. A finalidade é evitar o sofrimento de inúmeros pais e de mães que têm filhos como vítimas de cyberbullying e de outros tipos de assédios e de crimes virtuais”, argumenta.

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