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Levantamento da Adepol aponta que 64% dos inquéritos foram solucionados em 2022

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Presidente da ADEPOL DO BRASIL, Rodolfo Queiroz Laterza

No âmbito da Polícia Federal, a solução de crimes de homicídio é comparável aos EUA e superior à Inglaterra

Com base em nova pesquisa realizada pela Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil), com os 26 estados mais o Distrito Federal, a média aritmética nacional (tabela abaixo) de resolução de inquéritos corresponde a 64,16% de elucidação em 2022.

delegado Rodolfo Queiroz Laterza, presidente da Adepol, explica que o levantamento é feito a pedido da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados desde 2021. “Baseado em fontes oficiais, com dados fornecidos diretamente por cada instituição policial demandada, é um estudo inédito e embasado sobre os índices de resolutividade e elucidação de inquéritos policiais das Polícias Civis e da Polícia Federal”, diz Laterza.

Na visão da Associação, a metodologia aplicada e os quesitos apresentados produzem um rico substrato documental e estatísticos das instituições, abrangendo, inclusive, o déficit de efetivo, o subfinanciamento crônico e o sucateamento progressivo das Polícias.

“No âmbito da Polícia Federal, o índice de resolução de inquéritos em 2021 foi de 81,29%, e dos relatados até 31/08/2022, 82,31% tiveram solução. Já os indicadores de crimes de homicídio, art. 121 e seus parágrafos, o índice de solução foi de 78,38% em 2021 e 80,46% em 2022, números comparáveis àqueles apresentados pelos EUA, 66%, e superiores aos Inglaterra, 7,8%” detalha o presidente da Adepol.

Os quesitos apresentados no levantamento a cada instituição policial foram vinculados à existência de algum índice de resolução de inquéritos policiais em base anual na Polícia Civil. Caso existente, qual foi o indicador de resolutividade considerando a proporção entre inquéritos instaurados e relatados e quais os indicadores de resolutividade de inquéritos de crimes de homicídio, patrimônio e violência doméstica, considerando o mesmo parâmetro de aferição.

Laterza destaca que foi considerado o marco temporal entre os anos de 2018-2020 conforme a base de dados fornecida por cada instituição, realizando-se uma mediana final com base em todos os dados compilados de todos os Estados.

“Os resultados mostram que na região Sudeste, a mais populosa, o índice de solução de inquéritos é de 52,44%. No Norte e Nordeste, supera os 60% e chega a 77% no Centro-Oeste. Esses números são significativos e podem ser atribuídos ao trabalho abnegado e dedicado de todos os servidores das Polícias Civil e Federal”, conclui Laterza.

O estudo detalhado e a metodologia utilizada estão disponíveis para conulsta no site da Adepol do Brasil
Sobre a Adepol do Brasil – A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol-Brasil), com sede em Brasília-DF, é uma entidade de classe de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que congrega todos os Delegados de Polícia de carreira do país. Dentre suas prerrogativas está a defesa direitos e interesses das Polícias Federal e Civis dos Estados e do Distrito Federal, pugnando pela preservação como instituições permanentes, destinadas ao exercício, com exclusividade, das funções de polícia judiciária.

 

Estados Inquéritos conclusos Estados Inquéritos conclusos
Acre 57% Paraíba 38%*
Alagoas 86% Paraná 71,9%
Amapá 74,5% Pernambuco 63,51%
Amazonas 60%* Piauí Não informou
Bahia 39,02% Rio de Janeiro 56,65%
Ceará 68% Rio Grande do Norte Não informou
Distrito Federal 58% Rio Grande do Sul 80%
Espírito Santo 54,66%* Rondônia 80,93%
Goiás 61,89%* Roraima 31,07%
Maranhão 96,65% Santa Catarina 31%
Mato Grosso 93,51% São Paulo 26,2%
Mato Grosso do Sul 94,9%* Sergipe 83,41%*
Minas Gerais 72,26%* Tocantins 35,4%
Pará 89,59%

 

*Percentual de elucidação de homicídios, tendo em vista que a Polícia Civil do respectivo Estado encaminhou somente esse delito.

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Botucatu

Prefeitura constrói quadras de tênis na Cohab 1

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A Prefeitura de Botucatu está promovendo a instalação de duas quadras de tênis na Cohab I. A construção, que já está em andamento, visa entregar lazer e entretenimento para os moradores da região.

As quadras, localizadas na Rua Marcia Aparecida Galhardo (próxima à EMEFI Profª Elza Judith Carmelo Torres e ao Senai Botucatu), terão piso de cimento emborrachado e tamanho oficial para jogos de duplas, com 23,77 metros de comprimento e 10,97 metros de largura.

 

O complexo ainda contará com mureta, alambrado, iluminação, bancos e arquibancada, além de gramado em todas as suas laterais.

Atualmente, a obra a encontra-se em fase de execução de fundação (baldrames) e caixarias para arrimo (estrutura de contenção).

Em breve mais um ambiente de descontração para toda a família se divertir em Botucatu!

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FMVZ/Unesp leva a Terapia Assistida por Animais (TAA) para instituições de saúde

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Projeto de Extensão “Patas Amigas” utiliza cães terapeutas para promover bem-estar físico, social, emocional e cognitivo.

Um projeto de extensão desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp, campus de Botucatu, com a participação de alunos e docentes, está levando a Terapia Assistida por Animais (TAA) para instituições de saúde sediadas no município, oferecendo uma colaboração relevante para suas atividades terapêuticas, a partir da interação entre homens e animais.

Denominado “Patas amigas: Terapia Assistida com Animais como instrumento de bem- estar físico, social, emocional e cognitivo”, o projeto coordenado pelos professores Juliany Gomes Quitzan e Paulo Fernandes Marcusso, promove atividades de terapia assistida por animais na Associação de Pais e Amigos do Excepcionais (APAE) de Botucatu e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) e no Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS) Professor Cantídio de Moura Campos.

A equipe do projeto visita as instituições parceiras, levando cães para ter contato com pacientes e usuários dos serviços oferecidos por essas entidades. O objetivo é utilizar a TAA como instrumento de bem-estar físico, social, emocional e cognitivo para esse público. O projeto foi concebido por médicos veterinários, mas contou com o auxílio de enfermeiros, psicólogos e médicos pediatras e neurologistas. As ações ocorrem em forma de rodízio, beneficiando as instituições parceira. “Dessa forma, estaremos presentes dentro de cada uma dessas instituições, com ações sempre monitoradas e multiprofissionais”, coloca o professor Marcusso.

A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma modalidade de terapia que utiliza animais para promoção do bem-estar humano e animal. “Ela tem sido utilizada como um instrumento auxiliar no tratamento de algumas doenças, mostrando uma série de efeitos benéficos em pacientes psiquiátricos, adultos, crianças hospitalizadas, idosos, entre outros”, comenta a professora Juliany.

Cães de diferentes raças foram avaliados e treinados para se tornarem cães-terapeutas. “O perfil e comportamento dos animais foram avaliados previamente e uma série de exames foram realizados, para garantir que o cão não é portador de nenhuma doença que possa ser transmitida ao ser humano”, explica a professora.

As ações têm entre 20 a 60 minutos no máximo, de acordo com a quantidade de pacientes, nível de interação e objetivos terapêuticos desejados. “Nossa meta é que os pacientes possam se beneficiar com as sessões e que os estudantes possam interagir com a comunidade local em prol do desenvolvimento social, da construção de valores a partir do contato dos acadêmicos e pós-graduandos da área da saúde com a prática do atendimento humanizado”, ressalta o professor Marcusso.

A FMVZ já teve iniciativas semelhantes no passado, que inspiraram a criação do “Patas Amigas”. Em 2001, a FMVZ promoveu um primeiro projeto de extensão com esse enfoque, coordenado pela professora Denise Schwartz, então docente da Faculdade e atualmente na FMVZ/USP. A iniciativa foi retomada em 2018, agora com o nome de “Patas amigas”, sob a coordenação da professora Juliany e do professor José Carlos de Figueiredo Pantoja, com a participação do Grupo PET (Programa de Educação Tutorial) da FMVZ. “Eu também participei do projeto “Mascote Terapia”, que inspirou a criação do “Patas Amigas”. Quando retomamos as atividades, contamos com a ajuda da médica veterinária Luciana Mobricci, coordenadora do programa “Bichos do Bem”, em São José dos Campos. Ela foi aluna na FMVZ e, junto comigo, participou do “Mascote Terapia”.

Depoimentos
– Lucas Reis Alves Mota, coordenador Médico e vice-diretor Clínico do CAIS professor Cantídeo: “A área da Saúde Mental, principalmente nos cenários de internação, ainda enfrenta muitos estigmas, tanto por parte dos usuários quanto dos próprios profissionais da área da saúde. As duas principais estratégias para a redução desse estigma são o conhecimento teórico e a interação pessoal. Assim, ao meu ver, o projeto tem uma importância fundamental ao servir como uma ferramenta de contato entre as pessoas de fora deste espaço e os pacientes internados. Vejo os animais que integram o projeto como agentes para a aproximação entre este local de cuidado e os integrantes do projeto, abrindo espaço para que conheçam, na prática, que, mesmo dentro de um espaço de internação, é possível realizar o cuidado de sujeitos humanos, respeitando os preceitos antimanicomiais.

Gosto muito de uma frase que diz “manicômio não é um lugar, é um discurso”, e este discurso quase sempre representa violência, distanciamento e isolamento. Projetos como o Patas, para nós, representam um processo ativo de desconstrução desse discurso, permitindo que pequenos passos sejam dados na direção de uma inserção cada vez maior destes sujeitos na sociedade, e da sociedade nestes sujeitos, mesmo durante os momentos nos quais encontram-se adoecidos”

Joyce dos Santos Neves – diretora Clínica do CAIS

“O Projeto Patas Amigas é uma iniciativa transformadora. Mais do que simples visitas, essas ações representam momentos de afeto, conexão e acolhimento para os pacientes em tratamento de saúde mental.

A presença dos animais no ambiente hospitalar tem um efeito terapêutico profundo. Eles despertam sentimentos de carinho, confiança e segurança, ajudando a aliviar sintomas como ansiedade, tristeza e solidão. Para muitos pacientes, o contato com os animais quebra a rotina da internação e oferece um instante genuíno de alegria e tranquilidade.

Esses encontros também estimulam a comunicação, a interação social e o envolvimento emocional dos pacientes com o mundo ao redor. É comum ver expressões de afeto, sorrisos espontâneos e até relatos de lembranças felizes surgindo durante as atividades. Isso mostra como os animais conseguem acessar áreas delicadas da mente humana que, muitas

vezes, os tratamentos convencionais não alcançam com tanta facilidade.
Além de beneficiar diretamente os pacientes, o projeto também fortalece o ambiente terapêutico como um todo. Ele aproxima os profissionais da saúde dos pacientes de maneira mais empática e humanizada, promovendo relações mais afetivas e respeitosas dentro da unidade.

O Patas Amigas prova que cuidar da saúde mental vai além de medicamentos e terapias tradicionais — é também oferecer presença, contato e emoção. Por meio do vínculo com os animais, o projeto devolve um pouco de leveza àqueles que enfrentam dias difíceis, mostrando que o afeto também cura”. Priscila Lisboa Baptista – Coordenadora de Saúde da APAE

“A Terapia Assistida por Animais tem um impacto muito positivo, tanto no SUS quanto para os usuários da APAE. O contato com os animais contribui para o bem-estar emocional, estimula a socialização e pode até melhorar aspectos motores e cognitivos. É uma abordagem que complementa os tratamentos que realizamos (fisio, psico, fono) de forma muito humana e sensível. Seria excelente se esse tipo de intervenção pudesse estar disponível de forma contínua, porque os benefícios são realmente visíveis no dia a dia dos atendimentos”.

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Botucatu

Sebrae-SP e parceiros celebram com evento especial o Dia do Agricultor 

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Encontro serve para reconhecer a importância do agricultor e, ao mesmo tempo, mostrar caminhos reais de desenvolvimento

O Sebrae-SP, em parceria com em parceria com a Prefeitura de Botucatu, Secretaria de Agricultura, Sindicato Rural, FAESP, SENAR, CATI, Defesa Agropecuária, Unesp, Sicredi e o Parque Tecnológico de Botucatu, convida produtores rurais e profissionais do campo para uma manhã especial no Dia do Agricultor, celebrado com um evento gratuito no Parque Tecnológico de Botucatu, no próximo dia 18 de julho (sexta-feira), a partir das 8h30.

A proposta é valorizar o agricultor e oferecer conteúdos práticos e atuais para quem vive do agro e quer crescer com mais planejamento, inovação e protagonismo. A programação inclui café de recepção, três palestras com especialistas do setor e, ao final, um almoço de confraternização com todos os participantes.

O consultor de agronegócios do Sebrae-SP em Botucatu, Leandro Ribeiro, reforça que a ação tem foco direto no fortalecimento do produtor.

“É um encontro para reconhecer a importância do agricultor e, ao mesmo tempo, mostrar caminhos reais de desenvolvimento. Vamos falar de crédito, de segurança alimentar e de liderança no campo. É conhecimento aplicado, feito para quem faz o agro acontecer todos os dias”, explica.

Após o café de boas-vindas, os participantes acompanham três bate-papos rápidos e diretos:

  • Plano Safra e oportunidades de crédito (com o Sicredi)
  • Segurança na produção de alimentos (com a Defesa Agropecuária)
  • Liderança no Agro: cultivando e engajando pessoas no campo (com a Cooperativa Terra Lean)

No encerramento, será servido um almoço gratuito para os inscritos.

Serviço: Dia do Agricultor 

Data: 18 de julho (sexta-feira), a partir das 8h30.
Local: Parque Tecnológico de Botucatu –  Rodovia Gastão Dal Farra – Jardim Aeroporto – Botucatu/SP.

Inscrições gratuitas e obrigatórias (vagas limitadas): https://bit.ly/diadoagricultor2025

Mais informações: (14) 3815-4687

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