Conecte-se Conosco

Botucatu

Estudo da Unesp ajuda a reabilitar pacientes pós AVC

Publicado

em

Estudo acaba de ser publicado em uma das mais importantes revistas científicas do mundo

Um estudo clínico pioneiro, criado e desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unesp, campus de Botucatu (FMB), tem chamado atenção da comunidade científica internacional e surge como uma alternativa promissora para melhorar a evolução clínica de pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) que apresentam Negligência Espacial Unilateral.

Essa condição, resultado de um déficit neurológico comum em lesões do hemisfério cerebral direito, leva a pessoa a ter dificuldade para perceber estímulos sensoriais e sensitivos provenientes do hemicorpo esquerdo (braço, perna e campo visual), prejudicando muito a qualidade de vida e reduzindo a possibilidade de uma reabilitação adequada.

A relevância do tema motivou um grupo de pesquisadores da FMB, em meados de abril de 2015, a propor um estudo sobre os efeitos da estimulação elétrica transcraniana na recuperação sensorial de lesões provocadas pelo AVC. A técnica se utiliza de eletrodos não invasivos e indolores, que estimulam a reabilitação motora de braço, perna e visual do lado esquerdo do corpo.

Denominado Trial de Neuro Reabilitação e também conhecido como Eletron Trial, o projeto foi idealizado pelo médico neurologista e professor Rodrigo Bazan, do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da FMB; pelo fisioterapeuta Gustavo J. Luvizutto, pós-doutorado em Neuroestimulação pela FMB e atualmente professor do Departamento de Fisioterapia Aplicada da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e pelo estatístico Hélio Rubens de Carvalho Nunes, do Escritório de Apoio à Pesquisa (EAP) e docente do programa de pós-graduação do curso de Enfermagem da FMB.
Em 2017, a fisioterapeuta Taís Regina da Silva, do setor de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) foi incorporada ao grupo de trabalho, como aluna do programa de pós-graduação de Fisiopatologia em Clínica Médica, tendo o Trial como objeto de sua pesquisa. O projeto também levou ao pós-doutorado de Luvizutto e foi determinante nos rumos de sua carreira acadêmica.

Como foi

Todo o planejamento metodológico do Trial foi desenvolvido pelo estatístico Hélio Rubens, ligado ao EAP/FMB. A aplicação da estimulação cerebral se deu através do couro cabeludo do paciente, na área lesionada pelo AVC. Os participantes foram inicialmente recrutados na Unidade de AVC do HCFMB e nos ambulatórios de neuro vascular sendo, posteriormente, encaminhados ao setor de reabilitação para avaliação inicial por meio de escalas específicas.

Após a triagem, os indivíduos foram convidados a participar do estudo e encaminhados a Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin) da FMB para aplicação da estimulação cerebral pela equipe de reabilitação envolvida. Todos os pacientes receberam fisioterapia convencional e foram acompanhados nos ambulatórios após o término do estudo.

Realização

Pouco mais de sete anos após sua idealização, o Eletron Trial acaba de ter os resultados publicados na revista Annals of Neurology, uma das mais importantes publicações de neurociências do mundo, com alto fator de impacto (11,5). O estudo demonstrou que pacientes submetidos a estimulação elétrica transcraniana por corrente contínua associada a um protocolo de reabilitação tiveram uma evolução 30% superior aqueles que se limitaram ao tratamento convencional.

“Nós vimos que com a neuromodulação, o ganho da fisioterapia foi acelerado. Funcionalmente, percebemos uma melhora no estado de saúde do paciente no que se refere a parte motora, permitindo independência para se alimentar, para se vestir, para marcha. O resultado é visível e bastante promissor”, afirma Taís Regina.

O Trial possibilitou à fisioterapeuta o primeiro contato com a neuromodulação, através de treinamentos na USP de São Paulo e de Ribeirão Preto. Os conhecimentos adquiridos foram incorporados a sua prática clínica. Segundo ela, o convite para desenvolver o trabalho de doutorado nessa área foi ao mesmo tempo gratificante e desafiador. “Quando o Dr. Bazan e o Dr. Gustavo me ofereceram como um projeto de doutorado eu fiquei muito honrada. Por se tratar de um estudo grande confesso que também fiquei um pouco assustada. Mas foi, acima de tudo, um privilégio fazer parte do grupo que desenvolveu o Trial. Tivemos muitas dificuldades ao longo do caminho. Aprendi muito, tanto na parte da pesquisa quanto na parte clínica. E, ao final, ter o estudo publicado em uma revista de alto impacto, comprova a relevância do trabalho, que se iniciou em Botucatu mas foi multicêntrico. Esta publicação tem um peso muito grande para meu currículo profissional como pesquisadora”, avalia.

O rigoroso protocolo criado para o desenvolvimento da pesquisa, combinado com um público extremamente fragilizado e dependente, aumentou ainda mais as dificuldades inerentes a um projeto inovador como o Eletron Trial. “O protocolo era bem pesado. A maior dificuldade foi o acesso à reabilitação. A maioria dos participantes dependia de condução para trazê-los até aqui. Como são dependentes precisavam de um acompanhante também. Essa foi uma das principais barreiras. Eram quinze sessões tendo que vir duas vezes por semana. Foram selecionados inicialmente quarenta e cinco pacientes. Alguns faleceram, outros desistiram do estudo, mas acabamos atendendo mais de cinquenta. É uma alegria poder reabilitá-los. É o combustível para a nossa profissão”, destaca Taís.

Sonho acadêmico

Desde a graduação, o fisioterapeuta Gustavo Luvizutto se dedica à reabilitação de pacientes com AVC. Ao longo de anos pôde observar que indivíduos com negligência espacial tinham uma recuperação prejudicial em relação a outros pacientes, com maior tendência a ficar em cadeira de rodas ou acamados. “A ideia desse estudo foi justamente encontrar novas estratégias de reabilitação que tivessem impacto positivo na recuperação desses indivíduos. Na última década, junto com o Dr. Rodrigo Bazan, desenvolvemos uma linha sólida de reabilitação após AVC e esse Trial foi a idealização de um grande sonho acadêmico. O estudo abriu portas para me tornar docente universitário, além de ampliar minha rede de pesquisa no assunto, possibilitando coordenar pesquisas com parcerias nacionais e internacionais”, revela.

Questionado sobre o significado da publicação do estudo em uma revista científica tão importante, Luvizutto ressalta que o reconhecimento da comunidade científica internacional passa pelo crivo de trabalhos em periódicos de alto impacto. A publicação na Annals of Neurology, segundo ele, consagra anos de parcerias científicas e de assistência com qualidade a pacientes com AVC. “Essa publicação permitirá o engajamento do grupo de pesquisa com grupos no exterior e possibilitará futuras parcerias de pesquisas com objetivo de encontrar terapêuticas cada vez mais eficazes para aumentar a recuperação em nível de atividade e participação de pacientes com AVC. É imperativo que utilizemos cardápios de intervenções de reabilitação baseadas em evidências e adequadas para a nossa realidade. Assim, poderemos impactar drasticamente a qualidade de vida de milhões de pessoas com AVC”, afirma.

Oportunidades

Para o professor Rodrigo Bazan, o Eletron Trial já pode ser considerado um marco na reabilitação pós-AVC no Brasil, por se tratar de um estudo de alto impacto, capaz de produzir desdobramentos positivos na área de reabilitação neurológica e com possibilidade de se transformar em uma opção terapêutica para os pacientes, já que se utiliza de uma técnica de baixo custo, segura, relevante e com base científica caminhando para comprovar sua efetividade.

“É um trabalho baseado em neuromodulação cerebral, técnica que estimula os neurônios da área afetada pelo AVC melhorando a rede neuronal e usando a plasticidade cerebral para o indivíduo se recuperar mais rápido. O AVC é uma doença devastadora, uma das principais causas de mortes no país e seguramente uma das principais causas de incapacidade no mundo. Quando desenhamos um estudo audacioso, que mostra que uma técnica simples, aliada ao treinamento adequado de profissionais que trabalham com o assunto pode impactar positivamente na vida do paciente e de sua família, é gratificante demais”, declara.

Estimativas apontam que a síndrome de negligência espacial unilateral atinge cerca de 30% dos indivíduos com AVC do Hemisfério Cerebral Direito e pode ser persistente em até 75% desses pacientes em uma fase crônica. Porém, esse número tende a ser ainda maior devido a alta subnotificação, já que muitos casos não são identificados nos serviços de urgência e emergência.

“O grande problema é que muitas vezes a negligência não é avaliada pela equipe clínica. Por não ser um déficit diretamente de linguagem, de visão e da fala, ele pode passar desapercebido. No Trial eram aplicados testes específicos para graduação da negligência e avaliação de maneira bem detalhada. Muitas vezes, na prática clínica, há dificuldade em aplicar esses mesmos testes num cenário de urgência e emergência. Esse déficit interfere nas atividades de vida diárias, no relacionamento, aumenta riscos de queda, dificuldade na reabilitação. Tem um impacto grande na vida do indivíduo se não for reconhecido prontamente e estabelecida a estratégia adequada de tratamento para esse paciente”, adverte Bazan.

Segundo o docente e pesquisador, o Eletron Trial trouxe ganhos para vários setores do HC e da FMB já que ao longo dos anos envolveu alunos de pós-graduação, doutorado, pós-doutorado, equipe da área multiprofissional, da reabilitação, além de vários apoiadores. Além disso, o estudo também foi determinante para sua própria evolução acadêmica. “Para mim, como pesquisador e um dos idealizadores do estudo foi uma oportunidade enorme de conviver com as pessoas, aprender com esse mundo da pesquisa baseada em evidência. E em termo acadêmicos eu diria que foi decisivo para minha evolução profissional. Recentemente fiz a defesa de minha livre-docência e o Eletron Trial foi uma das peças fundamentais para que eu tivesse destaque em meu memorial, no meu currículo e na minha estrutura de progressão acadêmica”.

Futuro

No seu entendimento, as conclusões positivas obtidas a partir do Trial justificam a continuidade dos estudos tentando avaliar os desfechos a longo prazo dos pacientes que sobreviveram ao AVC e passaram pela estimulação. Para Bazan, é preciso investir em pesquisas capazes de oferecer novas ferramentas para que o processo de reabilitação seja mais ágil e efetivo.

“A marca do AVC é a incapacidade. O indivíduo está bem e horas depois está com déficit que pode determinar o restante de sua vida e de sua família. Quando você reabilita esse paciente e o traz de volta com possibilidade de sociabilizar com a família, voltar ao ambiente de trabalho, isso é maravilhoso. Essa técnica, usamos em um cenário específico. Ela pode ser reproduzida em outros cenários possivelmente. Já temos estudos na literatura mundial mostrando melhora no equilíbrio, melhora na força, na marcha, até na visão. Tudo que nós queremos é que o paciente seja reabilitado após um evento traumático como o AVC”, comenta.

O apoio e a estrutura disponibilizados pela FMB e pelo HCFMB também são apontados por Bazan como determinantes para o sucesso do estudo. Ainda assim, o docente costuma dizer que fazer pesquisa no Brasil, por si só, já é uma grande vitória. “O Trial envolveu muita superação e mostrou que é possível fazer pesquisa de qualidade no país, mesmo com baixo recurso. Quando as pessoas têm boa vontade, têm foco no que estão fazendo, é possível. Isso ficou evidenciado para mim e vou guardar pelo resto da minha carreira acadêmica. Fica evidente também que quando você tem um projeto bom e bem feito, os órgãos de fomento enxergam e financiam”.

Ao recapitular os últimos anos dedicados ao Eletron Trial, Bazan conclui que o estudo é um atestado de resiliência. “Para quem gosta de pesquisa é um caminho difícil, árduo, mas que traz muitos benefícios. Para a equipe envolvida, em termos de capacitações técnicas. Para os pacientes, com potenciais benefícios para o futuro. E para a instituição por trazer um alto nível de excelência. É especial ver um grupo de mais de trinta pessoas envolvido por cinco ou seis anos com um projeto, se doando em finais de semana, feriados, trabalhando arduamente. O reconhecimento da relevância desse trabalho coroa todo esforço dessa equipe ao longo dos últimos anos. É uma retribuição para a FMB, para o HC, para os pacientes e todos que acreditaram nesse projeto”, conclui.

Parcerias

O Trial de Neuro Reabilitação recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e CNPq. A concretização do projeto teve entre os apoiadores: Escritório de Apoio à Pesquisa (EAP-FMB), Setor de Reabilitação do HCFMB, Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin/FMB), Disciplina de Neurologia Clínica (FMB), Unidade de AVC (HCFMB), Rede Nacional de Pesquisa Clínica em AVC, Empresa Proibras (sr. Flávio Wallis); Professora Adriana Bastos Conforto (USP/São Paulo), Professora Taíza Elaine Grespan Santos Edwards e Professor Octávio Marques Pontes Neto (USP/Ribeirão Preto), Luan R. Aguiar dos Santos e Diandra B. Favoretto, alunos de pós-graduação (USP/Ribeirão Preto), Dr. Vitor Mendes Pereira, neurocirurgião do Toronto Western Hospital (Canadá) e ex-aluno da neurocirurgia da Unesp/Botucatu, além dos pacientes que se dispuseram a participar do estudo.

Para acessar a íntegra do estudo publicado na revista Annals of Neurology clique aqui.

Continuar Lendo
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botucatu

HC de Botucatu lança plataforma de teleconsultas para pacientes

Publicado

em

Nova ferramenta permite consultas médicas a distância, reduz a necessidade de deslocamentos e facilita o acesso a especialistas do HC da Unesp.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) colocou em funcionamento, no dia 6 de outubro, uma nova plataforma digital para a realização de teleconsultas. A tecnologia representa mais um avanço na ampliação do atendimento remoto e busca facilitar o acesso de pacientes de Botucatu e de outros municípios da região aos serviços especializados oferecidos pelo hospital.

Com a ferramenta, profissionais de saúde poderão realizar atendimentos a distância, evitando que pacientes precisem viajar até Botucatu em situações nas quais a consulta presencial não seja necessária.

A iniciativa também pode contribuir para reduzir despesas com transporte e alimentação, além de diminuir o tempo gasto em deslocamentos para atendimentos especializados.

Teleconsultas facilitam acesso a especialistas do HC de Botucatu

A nova plataforma integra as ações do Núcleo de Telessaúde do HCFMB, responsável por desenvolver e ampliar modalidades de assistência que utilizam tecnologias digitais para conectar pacientes e profissionais de saúde.

A implantação foi viabilizada por uma parceria entre diferentes setores do hospital, incluindo a Gerência de Planejamento Estratégico, o Serviço de Qualidade, a Coordenadoria de Hotelaria e Relacionamento com a Rede de Assistência Vinculada (CHRAV), a Diretoria de Assistência, a Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) e a Presidência da instituição.

A proposta é tornar o atendimento mais acessível e ágil, especialmente para pessoas que residem em municípios distantes e dependem de transporte para consultas no hospital.

A teleconsulta, entretanto, não substitui todos os atendimentos presenciais. A modalidade é utilizada conforme as necessidades clínicas e a avaliação dos profissionais responsáveis.

Pneumologia, Oncologia e Hematologia estão entre as especialidades atendidas

O Núcleo de Telessaúde do Hospital das Clínicas reúne diferentes especialidades médicas e equipes multiprofissionais.

Entre as áreas que participam das atividades estão Pneumologia, Hematologia e Oncologia, além de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia.

O serviço desenvolve diferentes modalidades de atendimento remoto, como:

  • Teleconsulta: atendimento realizado a distância entre profissional de saúde e paciente.

  • Telematriciamento: apoio especializado e troca de conhecimentos entre profissionais e equipes da rede de saúde.

  • Telereabilitação: acompanhamento e orientação de processos de reabilitação por meios digitais.

  • Telediagnóstico: utilização de recursos tecnológicos para apoiar avaliações diagnósticas a distância.

  • Teleinterconsulta: comunicação entre profissionais de saúde para discussão e avaliação de casos clínicos.

  • Tele-UTI: acompanhamento remoto de pacientes internados em unidades de terapia intensiva, oferecendo suporte às equipes assistenciais.

Essas modalidades permitem ampliar a integração entre diferentes serviços de saúde e auxiliar na identificação de pacientes que precisam de avaliação especializada ou atendimento presencial prioritário.

Telessaúde começou durante a pandemia de Covid-19

As atividades de telessaúde do HCFMB tiveram início em 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando a necessidade de reduzir deslocamentos e manter o acompanhamento de pacientes impulsionou a adoção de tecnologias para atendimento remoto.

Desde então, o hospital vem ampliando e estruturando seus serviços de saúde digital.

A entrada em operação da nova plataforma, em outubro de 2026, representa mais uma etapa desse processo, oferecendo uma ferramenta específica para viabilizar as teleconsultas realizadas pelo Núcleo.

Além do atendimento direto aos pacientes, a telessaúde contribui para aproximar o Hospital das Clínicas dos profissionais que atuam em outros serviços da rede assistencial.

Essa integração favorece a continuidade do acompanhamento e a troca de informações entre equipes de diferentes municípios.

Atendimento remoto pode reduzir viagens de pacientes até Botucatu

Um dos principais benefícios da teleconsulta é a possibilidade de evitar deslocamentos desnecessários.

Pacientes que vivem em outras cidades e precisam de acompanhamento especializado podem, quando houver indicação para atendimento remoto, receber orientações sem realizar viagens até o Hospital das Clínicas.

A medida também pode reduzir custos relacionados ao transporte de pacientes pelos municípios, além de facilitar a continuidade dos tratamentos.

Outro benefício é a possibilidade de agilizar a avaliação de casos e identificar situações que exigem atendimento presencial.

Com a expansão do Núcleo de Telessaúde, o HCFMB busca fortalecer a utilização de ferramentas digitais para oferecer uma assistência mais integrada, acessível e eficiente à população.

Como ter acesso às teleconsultas?

O HCFMB não informou, no material divulgado, se os pacientes poderão solicitar teleconsultas diretamente, quais são os critérios de encaminhamento ou se a nova plataforma terá acesso público para agendamentos.

Por isso, pacientes que já realizam acompanhamento no hospital devem buscar orientações junto à equipe responsável pelo tratamento antes de qualquer mudança na modalidade de atendimento.

Continuar Lendo

Botucatu

Rede Feminina em Botucatu terá palestras e oficinas gratuitas

Publicado

em

Evento acontece no dia 31 de outubro, no Parque Tecnológico, e reúne especialistas, empresárias e pesquisadoras. São 190 vagas disponíveis e a participação exige a doação de 1 kg de alimento.

O Parque Tecnológico de Botucatu será palco, no próximo dia 31 de outubro, de um encontro dedicado ao empreendedorismo feminino, à inovação e ao desenvolvimento profissional. O evento “Rede Feminina: Mulheres que Inovam, Empreendem e Transformam” terá entrada gratuita e reunirá empresárias, pesquisadoras, profissionais e mulheres interessadas em ampliar conhecimentos e criar novas oportunidades.

A programação acontece das 8h30 às 13h e inclui palestras, oficinas e rodas de conversa sobre temas como liderança feminina, saúde, ciência, empreendedorismo e defesa pessoal.

Ao todo, serão disponibilizadas 190 vagas, com inscrições antecipadas pela plataforma Sympla. Para participar, é necessário levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao Fundo Social.

Encontro busca fortalecer conexões entre mulheres de Botucatu

A iniciativa pretende aproximar mulheres de diferentes setores, incentivar a troca de experiências e estimular parcerias que contribuam para o desenvolvimento econômico e social de Botucatu e região.

Segundo Pâmela Cavallari, uma das idealizadoras e organizadoras do encontro, o projeto surgiu a partir da proposta do Parque Tecnológico de conectar pessoas, conhecimento e oportunidades.

“Acreditamos que, quando criamos ambientes onde mulheres possam aprender, compartilhar experiências e construir parcerias, também criamos novas possibilidades para o desenvolvimento da nossa região”, destaca.

Para a organizadora, a Rede Feminina vai além de um encontro pontual e representa uma oportunidade de fortalecer uma rede de colaboração entre mulheres.

“A Rede Feminina é, acima de tudo, um convite para caminharmos juntas, fortalecendo umas às outras e transformando conexões em oportunidades”, afirma.

Empreendedorismo, ciência e saúde estão entre os temas

A programação reunirá profissionais de diferentes áreas, com atividades voltadas tanto ao desenvolvimento pessoal quanto à atuação das mulheres no mercado de trabalho e no ambiente empresarial.

Entre os destaques está uma roda de conversa sobre os desafios do empreendedorismo feminino, mediada por Patrícia Dias, diretora do Ciesp, professora universitária, mentora e empreendedora.

O debate contará com a participação de representantes de instituições de ensino, pesquisa e do setor empresarial, incluindo:

  • Ana Beatriz Witzler Cervi: empresária e presidente da Associação Comercial e Empresarial de Botucatu (ACEB), com atuação no Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC).

  • Juliana Rugolo: diretora das áreas de Ensino, Pesquisa e Avaliação de Tecnologias em Saúde e coordenadora do Centro de Inovação da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

  • Cyntia Ludovico Martins: professora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, com atuação em inovação, empreendedorismo e transferência de tecnologia.

  • Aline Boaventura: executiva de contas do Senac Botucatu, com formação em Pedagogia e especializações em Neuropsicopedagogia Clínica e Gestão Comercial.

  • Giovanna Cotrick: engenheira agrônoma, doutora em Agronomia pela Unesp e sócia-administradora da Bioativa.

A programação também inclui uma conversa sobre inovação e participação feminina na ciência, conduzida por Pâmela Cavallari, mestre em Energia na Agricultura e doutoranda em Engenharia Agrícola.

Na área da saúde, o médico mastologista, ginecologista e obstetra Marcus Guazzelli apresentará uma palestra dedicada à saúde da mulher.

Outro destaque será a oficina de defesa pessoal e autonomia feminina, conduzida por Mauro Silva, professor de jiu-jitsu da escola Aliados Brazilian Jiu-Jitsu.

O encontro terá ainda uma palestra sobre protagonismo feminino com Milena Rosa Lozano, mentora do Programa SP Produz, professora universitária, empreendedora e especialista em comunicação e empreendedorismo feminino.

Senac oferece oficinas gratuitas de inteligência artificial e Canva

Como parte das atividades relacionadas à Rede Feminina, o Senac Botucatu também programou duas oficinas gratuitas voltadas a mulheres empreendedoras.

A primeira, “Inteligência Artificial para Empreendedoras”, está prevista para 17 de outubro e abordará o uso de ferramentas de IA na criação de conteúdo, atendimento ao cliente, planejamento e produtividade. A atividade será ministrada por Priscila Danielle Rodrigues Martins.

Já no dia 24 de outubro, a oficina “Canva na Prática para Empreendedoras” ensinará a criar materiais de divulgação, publicações para redes sociais e apresentações profissionais. A capacitação será conduzida por Gilmara de Campos Vicentini Vieira.

Cada oficina oferece 20 vagas e será realizada no Senac Botucatu, localizado na Rua Dr. Rafael Sampaio, 85, na Boa Vista.

As inscrições podem ser realizadas pelos links:

Oficina de Inteligência Artificial para Empreendedoras – 17/10

Oficina de Canva para Empreendedoras – 24/10

Como participar do encontro no Parque Tecnológico

O evento principal será realizado no sábado, 31 de outubro, com participação gratuita mediante inscrição antecipada. As organizadoras informam que haverá emissão de certificado para as participantes.

A entrada será solidária, com arrecadação de alimentos não perecíveis para o Fundo Social.

Continuar Lendo

Botucatu

Eucatex abre 30 vagas de emprego em Botucatu

Publicado

em

Oportunidades contemplam áreas industrial e florestal, com posições que não exigem experiência anterior

A Eucatex está com 30 vagas de emprego abertas em Botucatu (SP), distribuídas entre suas operações industrial e florestal. As oportunidades atendem a diferentes níveis de formação e experiência, incluindo posições de entrada para candidatos que buscam uma primeira oportunidade no mercado de trabalho.

Na área industrial, há vagas para jovem aprendiz, ajudante de produção, mecânico, operador de Produção B, auxiliar de manutenção e operador de empilhadeira. Já na operação florestal, as oportunidades incluem ajudante geral, auxiliar florestal, operador e mantenedor florestal, monitor patrimonial florestal, técnico florestal e engenheiro trainee.

Para funções iniciais, como ajudante de produção, ajudante geral e auxiliar florestal, é necessário ter ensino fundamental completo e não é exigida experiência anterior. As oportunidades são destinadas a profissionais a partir dos 18 anos. No caso do programa de jovem aprendiz, a faixa etária é de 18 a 24 anos.

Cargos de mecânico, eletricista e auxiliar de manutenção exigem formação técnica e experiência prévia em manutenção industrial. Para técnico florestal e engenheiro trainee, é necessária formação compatível com a função, em áreas como Engenharia Florestal, Agronomia ou curso técnico relacionado. Já as vagas para operador de Produção B, na área de caldeira, e operador de empilhadeira requerem ensino médio completo, cursos específicos e experiência anterior.

Entre os benefícios oferecidos pela empresa estão plano de saúde para titulares e dependentes, plano odontológico, vale-alimentação, cesta básica, refeição na empresa, transporte fretado, programa de participação nos resultados, acesso a serviços de bem-estar e academias, Clube Sesi e cesta de Natal. O transporte fretado também atende colaboradores residentes em Itatinga e São Manuel, ampliando o alcance das oportunidades para municípios próximos.

Os interessados devem cadastrar o currículo no banco de talentos da Eucatex, acessando: www.eucatex.com.br/trabalhe-conosco.

Presença em Botucatu

A Eucatex mantém três importantes operações na região. A unidade de MDP, inaugurada em 1996, produz painéis destinados principalmente à indústria moveleira e conta atualmente com cerca de 500 colaboradores.

A unidade de Fibra passou a integrar o parque industrial da companhia em 2018 e também emprega aproximadamente 500 profissionais. Já a operação Florestal, responsável por atividades como desenvolvimento de mudas, plantio, manejo e fornecimento de madeira de eucalipto às unidades industriais, reúne cerca de 300 empregados próprios e mais de 600 trabalhadores indiretos.

Somadas, as três operações representam aproximadamente 1,3 mil empregos diretos em Botucatu, além dos postos indiretos relacionados à atividade florestal.

Continuar Lendo

Trending

Copyright © 2021 - Cidade Botucatu - desenvolvido por F5